quinta-feira, abril 30

: Inspirações Minimalistas.






Ver estas imagens só aumenta a minha vontade de comprar  a minha casa.

quarta-feira, abril 29

: Recados à macaquinha


Sabes, macaquinha, espero que venhas a ter o traço corajoso do teu pai. Espero que, tal como ele, consigas ver para além daquilo que está à tua frente e que te permitas sonhar. Que não tenhas medo de dar um passo em frente. Não te quero indecisa como tanto tenho estado. Bem sei que esta minha indecisão se prende com aquilo que imagino para o nosso futuro, tu incluída. Quero dar-te, pelo menos, aquilo que eu tive. Quero ajudar-te a abrir algumas portas e quanto mais penso naquilo que devo fazer mais confusa fico. Às vezes gostava de ser mais espontânea; deixar de temer o que poderá chegar. Mas sou demasiado perfeccionista para deixar as coisas ao acaso. Não quero que seja o destino a definir o meu caminho e não quero permitir-me abandonar este meu lado que me mantêm os pés no chão. Talvez demasiado colados a ele. Ainda assim quero-te com uma mente livre, como o teu pai. Quero-te uma sonhadora com consciência. Quero que vejas, em tudo na tua vida, o elefante debaixo do chapéu como no Principezinho, livro que te irei ler assim que souber da tua existência. Perdoa-me estas indecisões e as mil conversas que não levam a lado nenhum. Só quero o melhor que possamos conseguir para o nosso futuro. E se isso significa viver numa casa pequena então que seja. O amor que tenho ao teu pai fez-me imaginar viver numa casa (ainda mais) pequena do que aquela que pertence aos teus avós. Pesquisei, imaginei e percebi que não me desagrada totalmente a ideia de viver de forma minimalista. Não me desagrada a ideia de te ensinar que o pouco é muito, que do nada se faz tudo. Não me desagrada a ideia de ter um espaço apertado que promova o convívio de toda a família. Talvez um dia nos vás chatear porque tens um quarto pequeno mas não te preocupes, Mariana, iremos ajudar-te a decorá-lo para que ele pareça duplicar de tamanho. Acho que está na altura de me permitir arriscar. Se não viver agora quando começarei na verdade a viver? 

Quando nasceres, daqui a uns anos, o nosso ninho estará pronto para ti. E aí todo este caminho fará sentido.

terça-feira, abril 28

: Dietas?! Isso é para fracos!!


Como perder 1Kg em 3 dias - Dicas passo a passo.

1º passo: Arranjarem um trabalho onde estejam em contacto com crianças ou, se quiserem ir mais longe,  um trabalho em que estejam em contacto directo com todos os germes e vírus que existem à face da terra.

2º passo: Ficarem expostos aos ditos vírus por um tempo considerável. Já começaram a tossir e a espirrar?! Boa, estão no caminho certo!!

3º passo: Acordarem a um sábado de manhã sem conseguirem engolir rigorosamente nada. E - muita atenção que este passo é importante - não dormirem quase nada nas duas noites que se seguem. Se quiserem adicionar uma pitada de stress decidam ligar ao vosso chefe e perceberem que vão ter de ser vocês (em conjunto com outra colega) a contactar as restantes colegas para avisarem que não vão trabalhar e que serão precisas mudanças nas equipas. 

4º passo: Passarem três dias a ingerirem essencialmente líquidos. Mas ainda assim irem à casa-de-banho de duas em duas horas como se o vosso intestino fosse um relógio suíço e tivessem comido o mundo inteiro. 

5º passo: Estarem tão cansados das noites mal dormidas (vêem a importância de que eu vos falei!) que, mesmo estando a melhorar, não têm vontade de se levantarem da cama para ir buscar nada para comer.

E, tadam, lá se foi pelo menos 1Kg. Eu bem que queria perder algum peso mas nunca esperei que fosse preciso ficar doente para que ele começasse efectivamente a baixar. A partir de agora vou começar é a trabalhar de máscara!


segunda-feira, abril 27

: Estou aqui que não me aguento.

A minha vida andava a correr bem demais. E quando as coisas são só flores, arco-íris e unicórnios eu desconfio. Já esperava pela queda há muito tempo e eis que no fim-de-semana o meu próprio corpo me decidiu empurrar para a cama. Já dizia há algumas semanas que andava a precisar de, pelo menos, um dia de descanso fora do habitual fim-de-semana. Ao que parece o meu corpo decidiu não esperar mais quinze dias [altura em que tenho as minhas mini-férias] e arranjou maneira de eu ficar na cama não só o fim-de-semana inteiro como também hoje. Culpa de uma rino qualquer coisa que eu não consegui decorar. Estou aqui que mal engulo a saliva e a pensar que, afinal de contas, preferia estar com os meus pequenos. Uma coisa é poder aproveitar a pausa para passear, outra é ficar na cama a encher-me de medicamentos.

Ponto positivo... Hoje que já estou um pouco melhor talvez tenha forças e paciência para, finalmente, ler os vossos blogues!

sábado, abril 25

: Uma ode às primeiras vezes.


Trememos de medo perante aquele primeiro passo que nunca demos. Perante aquele primeiro passo que nunca pensámos dar. Mas, de repente, já entrámos naquela nova estrada que não nos mostra até onde vai. E temos de segui-la. Temos de seguir em frente. Passo após passo vamos avançando, com o coração a mil e com a cabeça a rodopiar nos pensamentos que não param de aparecer. Podemos até parar para respirar fundo, por segundos, mas depressa voltamos ao caminho, evitando os buracos que não foram remendados. Saltamos por cima deles e nem olhamos para baixo. Só temos olhos para o que se desenrola à nossa frente. E avançamos; avançamos; avançamos... Começamos a ver o fim à estrada e chega a altura em que nos perguntamos porque tivemos sequer medo de partir nesta aventura. Agora tudo parece tão fácil. Chegamos ao fim e estamos prontos para recomeçar tudo de novo. Estamos prontos para correr até ao ponto de partida e fazer aquele caminho, agora gravado na nossa mente a ferro e fogo, de olhos fechados. Muitos nos dizem que só custa a primeira vez. E eles, mesmo usando um cliché, estão certos. Arrisquem em todas as vossas primeiras vezes. Aproveitem-nas. Elas só acontecem uma vez na vida.


Tudo isto porque, ao fim de quase um ano de carta, conduzi um carro completamente sozinha. Só eu e a máquina de uma pessoa amiga. Se tive medo? Oh, imenso. Afinal de contas não tenho muita experiência e o carro nem sequer é meu. Se esse medo se desvaneceu assim que comecei a conduzir? Sem dúvida! Senti-me livre.

sexta-feira, abril 24

: Ando em semana não.


Nunca estive tão ansiosa para que chegasse um fim-de-semana e eu pudesse entrar em modo off para quase todo o mundo. Esta foi uma semana cheia e emotiva onde mal tive tempo para fazer uma das coisas que me dá mais prazer, ler os vossos blogues. E agora só quero regressar à calma de sempre e fazer uma pausa num futuro que me está a assustar. Há que parar por uns momentos para voltar a seguir em frente com mais certezas. Por agora é só isso que sei.

No fim-de-semana ponho a leitura em dia e respondo a todos os vossos comentários, prometo!

quinta-feira, abril 23

: As paixões das nossas vidas.


Dou por mim, apesar de já terem passado alguns anos desde que o David começou a trabalhar, a ficar surpreendida com a quantidade de coisas que ele consegue saber e decorar. É uma verdadeira enciclopédia de carros e há poucas perguntas às quais ele não consiga responder. Já cheguei até a perguntar-lhe como sabia tantas coisas e ele limitava-se a encolher os ombros. "Simplesmente sei."

Foi aí que entendi: ele está para os carros como eu estou para as crianças. Também eu sei a resposta a tudo. Também eu sei todos os termos complicados e como suavizar as dúvidas de quem me procura. E é isso que nos aproxima, mesmo em profissões totalmente diferentes: esta paixão pelo que fazemos.

Estamos mesmo nos sítios certos!

terça-feira, abril 21

: O rio sussurrou-me o teu nome.


Olho para a outra margem deste largo rio e às vezes dou por mim a pensar que gostaria de voltar a falar contigo. Saber como estás, se ainda pensas que um dia acabaremos por ficar juntos. Por vezes cresce em mim uma vontade, quase incontrolável, de te procurar. Mas depressa acordo para a realidade e compreendo que a tua decisão de desapareceres por completo da minha vida foi a melhor. Porque assim é mais fácil, para os dois, fingirmos que nunca nos conhecemos; Fingirmos que aquele período da nossa história foi passado no meio de outras palavras; com outros sentimentos. Já quase nunca me lembro de ti, tal como acredito que aconteça contigo. Segui a minha vida e superei, a custo, as lembranças que me trazias por esta altura do ano. Superei o que tua presença me deu; O que a tua ausência deixou. Mas hoje a minha mente encheu-se de memórias tuas, talvez por estar a chegar a altura em que te disse adeus, pela última vez. Olhei o rio e lembrei-me dos passeios que morreram na utopia do pensamento. Lembrei-me do teu sorriso e da forma como vias a vida, tão parecida com a minha. Hoje, olhando o rio, tive saudades tuas. E, quem sabe, não continuarei a tê-las sempre que te lembrar. Sempre que olhar na tua direcção. 

Talvez um dia tropece em ti...

segunda-feira, abril 20

: Não leio só livros...


... mas também sou muito selectiva com as revistas que compro! Habitualmente não leio revistas "femininas". Nunca fui muito de gastar dinheiro em publicações como a famosa "Bravo" mesmo quando era adolescente e todas as minhas colegas a liam. Sempre fui mais virada para revistas como a "Visão", a "Sábado" e, mais recentemente, a "Time Out". Gosto de ler artigos actuais, fundamentados, que nos informem e que nos dêem a conhecer algo novo que realmente seja de boa qualidade. Pouco me importa quem casou com quem, que roupas levaram à gala x ou à festa y. Não perco tempo com mexericos.

Mas depois apareceu a Women's Health. Li-a na diagonal e os artigos pareceram-me interessantes e, ainda mais importante, actuais e direccionados à mulher real. Decidi arriscar e posso dizer que não me arrependi de ter continuado a comprá-la. É uma revista que se lê super bem, com artigos que vão desde exercícios que se podem fazer em casa até receitas saudáveis. É, essencialmente, uma revista para nós: mulheres que não andam sempre arranjadas e de salto alto. 

Eu fiquei fã! Mais alguma de vocês lê esta revista?

domingo, abril 19

: Devo ser muito estranha mas...

[19 de Abril de 2015. Palmela]

... não entendo quem se prefere enfiar dentro de um centro comercial num dia em que esteja um sol lindo em vez de ir passear. Ou sou eu que gosto demasiado do ar livre ou então sou muito diferente de tantas outras pessoas.

Eu cá passei a tarde em família a andar - para caraças!! - e a fazer geocaching. Soube-me pela vida!

: A Teoria de Tudo


Que filme maravilhoso e que vidas inspiradoras. 
Que grandes actores!

sábado, abril 18

: Pequenos prazeres.


Uma das coisas que mais gostei quando fui para a faculdade foi aperceber-me da inexistência de campainhas estridentes que nos faziam dar um pulo caso tivéssemos o azar de estar ao lado delas quando começavam a tocar. É uma paz que não dá para explicar e que, se tudo correr bem, me irá acompanhar pelo resto da vida visto que tenciono continuar a trabalhar com crianças em idade de pré-escolar. Nestas idades - e na maioria dos jardins-de-infância - não há cá toques. Que alívio!!

sexta-feira, abril 17

: Os planetas devem estar todos alinhados!


Não tenho a melhor relação do mundo com os meus pais mas, ainda assim, gosto de lhes falar dos meus projectos, antes de me atirar de cabeça; gosto de lhes pedir a sua opinião. No fundo gosto que eles sintam que ainda são efectivamente meus pais. Gosto que eles percebam que a sua experiência na vida é sempre bem vinda.

Foi por isso mesmo que ontem acabei por falar abertamente com a minha mãe, contando-lhe o que planeava para um futuro próximo. Um pouco a medo, confesso, mostrei-lhe a casa pela qual me apaixonei. Para meu espanto - juro que não estava à espera desta reacção - ela adorou-a. Pensei que ela fosse pôr alguns defeitos ou, quem sabe, dizer que era cedo demais e íamos dar um passo em falso. Mas não, apoiou-me a 300% e ainda me ajudou a responder a mil e uma dúvidas.

Eu já tinha a certeza de que queria dar este passo mas agora, sabendo que tenho a minha mãe do meu lado, tenho ainda mais forças para não desistir. Pode até não ser esta a minha futura casa mas, agora sei que está próximo o dia em que terei o meu espaço. E isso é o bastante para eu ficar feliz!

quinta-feira, abril 16

: Sim, eu gosto de chuva!


Adoro o cheiro que fica no ar depois de chover.

quarta-feira, abril 15

: Comprar ou alugar casa??


Só tencionava fazer este post para a semana mas como li hoje esta notícia acerca do assunto que iria falar decidi que estava na altura certa de o escrever...


terça-feira, abril 14

: Ciúmes?! Não sei o que é isso!


Não sou ciumenta. Nunca tive uma crise em local algum nem caí no erro de proibir o David de falar com alguém. Podia até dizer-vos que sou assim por não ter motivos, mas isso só se aplicaria a esta minha relação. No meu primeiro namoro o rapaz fazia questão de me puxar ao máximo, esperando um ataque de ciúmes. O dito ataque nunca chegou e a pessoa só conseguisse que eu lhe ficasse com uma mágoa do tamanho do mundo.

Na minha cabeça é tudo muito simples: não acredito em ciúmes. Não acredito em proibições ou controlos doentios. Deixei de acreditar ainda mais - se é que isso era possível - quando vi de perto uma relação terminar muito por culpa dos ciúmes sufocantes que a rapariga tinha.

Gosto desta liberdade controlada que há na minha relação. Sabemos os dois que continuamos a ter olhos - e opinião!! - e sabemos falar abertamente sobre aquilo que vemos. Claro que não há comentários obscenos mas eu até sou a primeira a chamar à atenção quando passa uma rapariga gira. Porque mesmo que eu seja mulher sei ver e apreciar pessoas do mesmo género que eu! Este método pode até não resultar para muitos casais mas para nós resulta há mais quatro anos. Nunca houve um ataque de ciúmes ou uma tentativa de proibição de algo. Eu já vi raparigas a olharem para ele tal como ele já viu rapazes a olharem para mim. Do que nos valeria ter um ataque de ciúmes nessa altura como já tantas vezes vi acontecer com outros casais? Olhar - ainda - não paga imposto!

Para mim os ciúmes são uma desculpa para controlar quem está connosco. Quando se tem que perder alguém não há nada que impeça. Aliás, o sufoco constante é até capaz de afastar a outra pessoa ainda mais. Falo por experiência própria: ser controlado é uma treta e mata a relação. E, por isso mesmo, seria incapaz de fazê-lo a alguém.

segunda-feira, abril 13

: Um dos meus lemas de vida.


Se estás chateado com alguém diz-lhe e resolvam as coisas - mesmo que acabem por nunca mais se falar. Se estás com outra pessoa, que não aquela que te magoou, então não lhe deites para cima o teu mau humor. Ela não tem culpa e vais acabar por conseguir ter outra chatice adicional. Não percas tempo com problemas que se podem resolver em dois minutos. Só tens a perder.

domingo, abril 12

: A minha vida é (mesmo) um animação.

O meu vizinho de cima é surdo. Se não acreditam é só virem a minha casa a qualquer hora do dia e sentarem-se em qualquer lugar com tudo desligado. Ouve-se a televisão dele como se estivesse ligada ao pé de nós. Mas bom, agora que estão contextualizados vamos à parte gira...

Sempre que eu e o David estamos no bem bom e chegamos aquele momento em que, pronto, há gritos (e coisas que tal) eis que se faz silêncio no andar de cima e a televisão finalmente se cala. Ou nós fazemos muito barulho ou afinal de contas o homem faz-se mais de surdo do que o que afinal é. De qualquer das formas acabamos sempre a rir destas situações! 

Quando mudar de casa ainda vou ter saudades desta animação toda.

: Há quem escreva. E depois há quem faça magia.



«Somos mulheres e, por isso, no mesmo dia tanto nos sentimos a mais bela das mulheres como a pior delas todas. Falo por mim que toda a mulher é um segredo. Que todas as suas paixões e loucuras tem a peculiaridade de serem ou demasiadamente fortes ou grandiosamente pequenas. Que todos os seus pensamentos são únicos. Que o coração, esse que vive intensamente no corpo de alguém como nós, é a nossa maior fala. A nossa maior vontade. O nosso maior impulso para darmos um passo em frente. Somos complicadas, mas é simples (para nós) sermos assim. Porque quem vive com o coração na boca não podia viver eternamente na maresia do vento. Quem vive com o coração na boca só pode alcançar uma vida melhor. E nós somos assim. Eu sou. Uma mulher feliz. Talvez porque acredito que mesmo falhando consigo ser melhor. Porque mesmo sabendo que às vezes não dou o melhor de mim há uma versão de mim ainda melhor que está por nascer. E é nisso que estamos em vantagem: sermos capazes de renascer todos os dias. Sermos capazes de perceber que não temos de estar sempre no nosso melhor. Que podemos ser feias. Que podemos ser bonitas. Que podemos ser magras. Que podemos ser gordas. E que não tem mal. Porque temos valor. E é isso que tento impor na vida de todas aquelas que são mulheres, assim como eu. Que nascemos para agarrarmos o que nos foi dado, para rirmos um bocadinho mais, para espevitar os sorrisos daqueles que se sentam do nosso lado. Somos guerreiras. Capazes de suportar níveis de dor que deveriam ser proibidos de sentir. Capazes de amar ainda mais. De perdoar. De seguir em frente. De procurar alguém melhor quando assim for preciso ou manter a liberdade. Desde que seja a nossa escolha. Desde que nos deixe em paz (mesmo que sejamos tudo menos isso). Somos o ser mais apaixonante da Terra por isso mesmo: por sermos tempestade e serenidade no mesmo corpo. Porque sermos o furacão que arrebata os demónios do mundo e o calma que aquece os corações de quem mais precisa. Às vezes nós mesmas até. Somos o nosso maior conforto. Às vezes a nossa pior desgraça porque teimamos em nos deitar abaixo quando o mundo está virado de costas para nós (ou é isso que sentimos). Somos uma antítese. Um contraste bom de se viver. E não há nada melhor que sermos um segredo. Nada melhor que sermos desvendadas por aqueles que percebem que somos fortes. Que ninguém nos pode pisar... A não ser nós mesmas. Que somos flores. Às vezes espinhos. Que somos o segredo mais bem guardado mas quando apaixonadas somos o maior livro aberto. Que não temos medo de expor o que somos: porque só assim somos livres de amar alguém. Às vezes gostava que toda nós entendêssemos isto. Vivemos para sermos o melhor de nós. Falo por mim que toda a mulher é um livro de que deveria ser folheado pelo mundo inteiro. Porque temos camadas sobre camadas de histórias e amores e pensamentos que metade do mundo não conhece. Que os nossos olhos são uma arca de memórias. Que somos capazes de não esquecer mas de perdoar. E não há nada melhor do que isso. Somos uma luta bem travada. Um furacão bem vincado. Uma alma voadora... Um coração que ocupa tudo o que somos. Quem me dera que metade de nós percebesse a guerreira que cada uma é... Será que percebes?»

A querida Mariana faz magia!

sábado, abril 11

: TAG - Liebster Award



Primeiro que tudo tenho que agradecer à Catarina pela nomeação. 

Não irei nomear ninguém pois não sei quem já fez ou não. Por isso sintam-se à vontade para responderem às questões que irei colocar. Caso lhes respondam digam-me nos comentários para que eu vos possa ir ler! 

: Os problemas de ser adulto.


Quando somos crianças é tudo muito bonito. Na generalidade dos casos temos sempre alguém que cuide de nós, das nossas feridas. Que alimente os nossos sonhos ou acalme os nossos medos. Quando somos crianças é tudo fácil. E este estado de letargia perante a realidade do mundo acompanha-nos até sermos lançados para a realidade, sem redes de protecção. Aí todos esperam de nós força, empenho e foco. Esperam que nós sejamos capazes de nos tornarmos a nossa própria rede de protecção. E aqui começamos a pensar o quão bom era ser criança.

Sou sincera, eu apercebi-me bem cedo da realidade que me envolvia. Vi os meus pais terem o dinheiro contado para todas as despesas; Cresci sabendo que não poderia ter aquilo que a minha carteira não cobria. Nunca fui de querer grandes coisas ou as melhores do mercado. E agora, que comecei a procurar uma casa, vejo que isso foi uma boa experiência. Não procuro casas novas, cheias de apetrechos. Não quero uma casa cara num condomínio privado. Quero o meu cantinho, pequenino de preferência (que quem aspira a casa sou eu e quero ter pouco trabalho!) e perto do trabalho, para que possa continuar a ir a pé. Vêem? Não peço muito. Mas ainda assim estou cheia de medos. Medo de não sentir o clique ao entrar nas casas. Medo de ficar sem trabalho e não conseguir pagar as prestações. Medo de fazer o pior crédito possível porque não entendo nada do que as pessoas do banco me dizem.

Mas o meu maior medo nem é dar este pulo e arriscar. O meu maior medo - que nem é medo, é mais preocupação - é no final das contas não conseguir equipar logo a casa com as coisas básicas e fundamentais. Sonho, há muitos anos, em comprar uma casa. Mas agora que esse sonho está mais perto quase tenho pesadelos com isso. Posso voltar a ser criança? Já estou farta desta história a que chamam ser adulto...

sexta-feira, abril 10

: Da noite de ontem.

[Todas as fotos são da minha autoria daí a qualidade nem sempre ser a melhor!]

Admiro os Pentatonix desde que os ouvi pela primeira vez. Mas admiro-os ainda mais individualmente, pelos seus talentos, pela sua humildade, pelas suas palavras. Não os vejo como ídolos mas ainda assim admiro-os como grupo e como pessoas. Provavelmente foi por isso que me vieram as lágrimas aos olhos assim que os vi subir ao palco. Estavam ali, à minha frente. Tive a sorte de conseguir um lugar tão perto deles que podia ver todos os pormenores: tornei-os ainda mais reais. Aquelas vozes que diariamente me cantam ao ouvido estavam ali. Olharam para nós, sorriram-nos, acenaram-nos. Cantei, dancei, gritei, chorei, ri. Fui feliz. Durante aquelas duas horas fui imensamente feliz. Esqueci os problemas, as dores, as incertezas. Durante aquelas duas horas fui também Pentatonix. Acho que nunca tinha gostado tanto de um concerto. Terminei a noite a admirá-los ainda mais. Que vozes!! Eles agradeceram-nos pelo ambiente e pelo amor que lhes demos. Eu cá agradeço-lhes por partilharem o seu talento connosco. Foi mágico.

Assim que quiserem podem cá voltar. Estarei à vossa espera!

quinta-feira, abril 9

: Por aqui é sempre uma animação.

Hoje, à hora de almoço, o David disse-me que tinha perdido a aliança algures no trabalho, talvez no carro de algum dos clientes. Visto que ele trabalha essencialmente com as mãos, não fosse ele mecânico, costuma tirá-la e arrumá-la no bolso das calças. Pois que a dita desapareceu. E em vez de eu ralhar com ele, comecei a rir-me. Primeiro porque não dou qualquer importância às alianças e depois porque imaginei uma cena que, apesar de ser , não deixa de ser divertida. 

Se ele perdeu a aliança no carro de algum cliente conseguem imaginar a esposa do dito senhor a encontrar uma aliança no chão do carro que tenha por dentro o meu nome e a data do início do meu namoro com o David? É mau, eu avisei, mas não deixa de ser uma imagem deveras divertida.
Sim, eu tenho um humor muito mórbido.

: Vocês perguntam, eu respondo.

Não há fotos do primeiro encontro mas estas, as primeiras de todas, foram tiradas quinze dias depois!

Como foi o vosso primeiro encontro? [P']

Foi bastante cómico para dizer a verdade. Já falávamos há cerca de um mês por messenger - ainda se lembram do msn?? - e quando combinámos o encontro foi como se todas as palavras e sentimentos se tornassem reais. Apesar de termos amigos em comum a verdade é que mal nos conhecíamos - aliás eu nunca tinha visto uma foto dele! - por isso decidimos escolher um local "seguro". Ficou o Parque das Nações, perto de nós dois. 

quarta-feira, abril 8

: Ai, que dor na alma.



O lado mau de se procurar casa é que se vêem dezenas de habitações que são mesmo a nossa cara e não temos dinheiro para as comprar. Acho que vou adoptar aquela história do "amor e uma cabana"!

Vou só ali jogar no euromilhões e já volto.

: Desabafos de uma rapariga tamanho L



No passado tive muitos problemas com o meu corpo, mesmo sendo magra. Ou era por causa dos meus joelhos ou porque tenho uma grande quantidade (bem visível) de pêlos nos braços. Fui ganhando algum peso nos últimos anos e em vez de me tornar ainda mais crítica comigo comecei a aceitar-me. Claro que gostava de perder peso, por uma questão de saúde, mas foi com os quilos a mais que aprendi a amar todos os meus defeitos. Foi assim que aprendi a vestir o que me favorece. Por exemplo, na praia uso fato-de-banho. E há alguns tão bonitos que deixa uma pessoa logo apaixonada. 

Sou gordinha, sim, mas continuo a ser mulher. E uma mulher mais completa, feliz. Deixei para trás a rapariga magra que vivia cheia de constrangimentos e tornei-me forte. Até parece ironia: perder o corpo fit e tornar-me mais feliz. No meu caso a magreza estava directamente associada a vários maus momentos e livrar-me dela foi não só um alívio como a prova de que tudo estava finalmente bem. Talvez seja algo que só eu compreenda mas que para mim faz todo o sentido. 

Sabem o que mais aprendi com esta mudança? Não são as mais gordinhas que sofrem com a maioria dos olhares daqueles que vivem para julgar. Se também olham para nós? Claro! Mas a verdade é que fui à praia com uma amiga magra por natureza e nunca vi tantos olhares negativos como aqueles que lhe lançaram. Principalmente por pessoas como eu que pareciam querer dizer que ser demasiado magro era pecado. O que vale, a ela e a mim, é que pouco queremos saber de olhares. Sentimo-nos bem nas nossas peles e o resto é secundário. 

terça-feira, abril 7

: [ Cidades de Papel ] de John Green



Comprei este livro através de uma das muitas promoções que o site da Editorial Presença faz. Já tinha lido o "A culpa é das estrelas" e fiquei curiosa por ler mais livros do autor. Quando vi a oportunidade de agarrar este não hesitei. E, bom, a verdade é que o devorei em dois dias. Agora resta-me esperar para que o filme seja lançado e eu possa ver estas aventuras no grande ecrã!


É um livro fácil de ler, "fresco" e muito juvenil. Muitos dos que aqui me lêem provavelmente já passaram pela fase de largar a adolescência e agarrar a vida adulta. E todos os outros passarão por essa fase daqui a poucos anos. Pois este livro fala exactamente disso. Das mudanças, da forma como vemos o futuro, das dores de ter que deixar o que conhecemos para trás. Este livro fala de amizade, de relações, dos fios que nos ligam ao mundo. O autor parece falar-nos ao ouvido ajudando-nos a pensar em toda a nossa vida. É impossível não nos revermos em alguma das personagens. 

Apesar deste não ter sido o livro da minha vida foi, ainda assim, uma leitura bastante agradável. Deixo-vos o excerto que mais me deixou a pensar. Reflictam... 

«- Sabias que, praticamente ao longo de toda a história da espécie humana, a esperança de vida média era inferior a trinta anos? Dava para contar com uns dez anos de vida adulta, certo? Não havia planeamento de reforma. Não havia planeamento de carreira. Não havia planeamento. Não havia tempo para planeamentos. Não havia tempo para o futuro. Mas depois a esperança de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter cada vez mais futuro, e por isso passaram a pensar cada vez mais nele. A pensar no futuro. E agora a vida passou a ser o futuro. Todos os momentos da nossa vida são vividos em função do futuro... vamos para o secundário para podermos ir para a faculdade, para podermos arranjar um bom trabalho para podermos arranjar uma boa casa, para podermos mandar os nossos filhos para a faculdade, para eles poderem arranjar um bom trabalho, para eles poderem arranjar uma boa casa, para eles poderem mandar os filhos deles para a faculdade.» (pág. 40)

segunda-feira, abril 6

: Ironia é...


... a última menina a sair hoje do ATL onde trabalho ter como pai o profissional que me veio instalar o serviço da NOS cá em casa. Não sei qual de nós ficou com mais cara de parvo. Se eu, se o dito senhor. 

domingo, abril 5

: Retalhos deste fim-de-semana



Entre uma ida às compras, o primeiro dia de praia e uma ida ao cinema sinto-me completamente renovada e pronta para mais uma semana de trabalho. Fossem todos os fins-de-semana assim!!

Tenham uma boa semana!

: [ A bibliotecária de Auschwitz ] de António G. Iturbe



Demorei muito tempo a ler este livro. Ou era porque estava sempre cansada, porque não tinha tempo ou porque simplesmente não me apetecia. Mas a verdade é que este período sem internet me ajudou a regressar aos trilhos da leitura. Em menos de dois dias acabei este livro e comecei outro. Há males que vêem por bem!

Gostava de conseguir descrever-vos este livro em poucas palavras mas as mais de trezentas páginas cheias de história e sentimentos não me permitem. Porque não há poucas palavras que descrevam a dor e o medo que os internados sentiam nos campos de concentração. Não há poucas palavras que descrevam o que este livro nos faz sentir a nós, que estamos tão longe de entender o que foi o holocausto. Podemos ler, estudar, compreender. Mas nunca poderemos sentir. Ainda assim este livro fez-me sentir. Fez-me ir para o meio do lodo, nas intermináveis chamadas. Fez-me estar no bloco 31 durante as aulas, enquanto as crianças riam à minha volta alheias ao terror que se passava nas câmaras de gás a poucos quilómetros delas. 

O coração apertou-se com as injustiças e com as decisões que foram tomadas precipitadas pelo final da guerra. Mais do que um livro, esta obra foi uma viagem. Viajei nas palavras de Iturbe para a vida de Ditinka Kraus e de todos aqueles que se cruzaram com ele. E, apesar de todo o negrume, foi uma viagem que gostei de fazer. Para me abrir os olhos para os pequenos pormenores aos quais só damos valor em tempos de aflição. Para me mostrar que desistir não é uma escolha que possa estar disponível. Para me dar a conhecer mais uma grande mulher que nunca será mencionada nos manuais de história.

Acima de tudo [e não me interpretem mal] este livro aumentou a minha vontade de visitar Auschwitz. Se já tinha curiosidade de pisar aquele local mortífero, por questões histórias, agora tenho vontade de o percorrer por uma questão pessoal. Porque tudo aquilo que li fará sentido assim que eu vir o espaço que envolveu toda a história. Porque me fará sentir com mais intensidade tudo o que eu ler depois.

Devaneios à parte deixo-vos de seguida alguns dos excertos que me chamaram mais à atenção:

sábado, abril 4

: Desafio 1 de Abril [As respostas]


Cá estou eu, mais uma vez com um dia de atraso, a deixar-vos a solução para o desafio que vos propus no dia 1 de Abril!

A. Os meus pais escolheram o meu nome inspirados numa celebridade. Falso. Completamente falso. A minha mãe sempre gostou do nome Cláudia desde que a afilhada dela nasceu (também Cláudia). O meu pai bem tentou chamar-me Alexandra mas a ideia dele morreu praticamente antes de nascer!

B. Já quis ser veterinária. Verdade! Desisti da ideia quando me disseram que os veterinários não tratavam só de cães e gatos. Tinha na altura oito anos e um medo terrível dos outros animais.

C. Sei tocar bateria. Mentira. Mas gostava! Talvez um dia aprenda.

D. Nunca fui a uma discoteca. Verdade! E, sinceramente, não tenciono ir a nenhuma.

E. Sou alérgica a flores. Mentira. Pelo menos que eu saiba!

F. Chumbei uma vez no exame de código. Das maiores mentiras possíveis. Passei em tudo à primeira!

G. Adoro fazer puzzles. Verdade! Prova disso é que comprei dois puzzles à pouco tempo e estou a montar um deles.

H. Já fumei mas deixei de o fazer. Mentira. Nunca fumei nem sequer tenho curiosidade. Se o fumo dos outros já me incomoda quanto mais ser eu a fumar.

I. Conheci o David na blogosfera. Verdadinha. As nossas primeiras conversas foram por comentários nos nossos blogues! Já lá vão quase cinco anos.

J. Quero ir morar para o Norte de Portugal. Maior verdade não existe. Por mim já lá estava!

Então, surpreendidos com alguma das afirmações ou nem por isso?


Amanhã, se a internet não me falhar, trago-vos a minha opinião sobre um livro que acabei de ler e que me deixou com lágrimas nos olhos. Retrata a época da segunda guerra mundial, Auschwitz e uma bibliotecária. Alguém quer dar palpites sobre qual é o livro?

quinta-feira, abril 2

: Uma amostra da minha inteligência.


Ando desde segunda-feira com um joelho empenado. Enquanto fiz exercício diário nada me doía. Bastou-me parar uma semana e começo a andar que nem uma velha. Cremes para cima, massagens para baixo... A dor foi passando e hoje estava como nova. Boa, pensei eu. Então o que decidi fazer? Saltar à corda lá no ATL com as crianças e com as minhas colegas. Resultado? Estou ainda pior do que antes. Sou muito inteligente, não sou?!

: Desafio 1 de Abril


Este desafio já vem com atraso, visto que a internet me pregou mais uma partida ontem à noite, mas como o que conta é a intenção cá estou eu!! A Kiara desafiou-nos a dizer algumas frases, relativamente a nós, que fossem mentira e outras que fossem verdade. A vossa "tarefa" é descobrir quais são as que pertencem a cada grupo. Ora cá vai...

A. Os meus pais escolheram o meu nome inspirados numa celebridade. 
B. Já quis ser veterinária. 
C. Sei tocar bateria. 
D. Nunca fui a uma discoteca. 
E. Sou alérgica a flores. 
F. Chumbei uma vez no exame de código. 
G. Adoro fazer puzzles. 
H. Já fumei mas deixei de o fazer.
I. Conheci o David na blogosfera.
J. Quero ir morar para o Norte de Portugal.

Fico à espera das vossas apostas!

quarta-feira, abril 1

: Regresso ao passado.

Entre mudanças da meo para a zon acabei por ficar sem internet e televisão ontem à noite. Se me importei? Nadinha. Apesar de gostar de ver televisão (ou melhor, de ver determinados programas) e de navegar na net sabe bem, de vez em quando, regressar ao tempo em que as pessoas interagimos realmente umas com as outras. Desligámos todas as tecnologias, ligámos o rádio e ficámos a conversar. Às vezes nem nos apercebemos mas falta conversar mais. Com quem temos em casa, com os amigos, com a família de longe. Falta interacção física. 

Desde há dois anos que no verão fico uma semana sem internet e apenas com os principais quatro canais. E apesar de viver numa era de proximidade digital sinto-me bem longe de tudo. Sinto-me bem desligada do mundo. Tal como me senti bem ontem à noite.

Sejam sinceros e digam-me... conseguiriam voltar a passar, pelo menos um dia, longe deste mundo que hoje conhecemos?