terça-feira, junho 30

: Um dos (meus) motivos para amar as crianças.



Há dias em que não apetece sair da cama. E depois, logo pela manhã, há crianças que me perguntam se quero ir com elas quando forem viajar nas férias. Esta amizade, tão pura e sem segundas intenções, enche-me o coração e dá-me motivos para enfrentar os dias que parecem cada vez mais longos. E este é só um dos pequenos motivos pelos quais eu sou feliz naquilo que faço. Porque, sim, há muitos outros!


Irei ler todos os vossos espaços o mais rápido possível. Ainda estou em modo fim-de-semana prolongado!

sábado, junho 27

: Vou de viagem.

[A Bela e o Monstro!]

Vão ser só três dias mas será o suficiente para eu descansar muito e para eu quebrar esta rotina que já me vai sufocando. Daqui a umas horas rumarei a Pataias, perto da Nazaré, e por lá ficarei até segunda-feira. Terça-feira cá estarei para vos mostrar as fotos do meu fim-de-semana. 

Tenham uns excelentes dias.

sexta-feira, junho 26

: Férias, precisam-se.


As saudades que eu já tenho de me poder deitar, durante todo o dia, a ler.

quinta-feira, junho 25

: Só há uma coisa com a qual sou vaidosa.


... brincos!

Tenho uma colecção interminável e perco-me na zona deles de cada vez que vou a alguma loja de roupa. Como tenho as orelhas furadas desde bem cedo, com aqueles típicos furos que se faz em criança, sempre gostei de usar brincos. Ao longo dos anos esse vício foi crescendo e a primeira loucura que cometi foi meter um brinco mais largo num dos furos. Isto numa altura em que ainda não se falava de alargadores. Sou uma pioneira! Peguei num piercing e fui rodando até que o buraco se expandiu. Na altura, com pouco mais de dezasseis anos, não pensei nas consequências. Felizmente correu tudo bem! E acho, sinceramente, que se voltasse atrás cometia a mesma loucura.

O ano passado, após muito tempo de ponderação, decidi ir fazer mais dois furos. Ia um pouco nervosa mas correu tudo tão bem que saí de lá a dizer que queria fazer mais um mil. A cicatrização decorreu sem problemas e o único susto que apanhei foi por "culpa" de uma cabeçada que levei sem querer no trabalho. Ainda pensei que teria que tirar um dos brincos mas, com muita pomada à mistura, lá consegui controlar a infecção que decidiu dar ares de sua graça. Vai fazer um ano em Setembro que tenho estes dois furos e a cada dia que passa fico mais contente de ter tido coragem de os fazer.

[Uma hora depois de furar - Setembro de 2014]

Hoje, mais propriamente há uma hora atrás, fui fazer dois novos furos. Uma amiga minha andava a dizer há meses que queria furar mas que não tinha coragem. Eu aproveitei a boleia, já que queria fazer mais dois furos, e desafiei-a a irmos hoje furar as orelhas, juntas. Ela lá aceitou, mesmo estando nervosa, e saímos de lá de orelhas ainda mais furadas. Ainda só passou uma hora mas já nada me dói e já pouco vermelho está. 

[Meia-hora depois de furar - Junho de 2015]

Sei que cada pessoa é uma pessoa, mas a verdade é que a dor que se sente é momentânea e passa nas horas seguintes. Claro que dói um pouco - afinal é um brinco a atravessar a nossa carne - mas não é nada que não se aguente. Para mim é bem pior fazer a depilação a cera!! Já tenho mais alguns furos pensados e, quem sabe, isto de furar as orelhas não se torna uma tradição anual!

Se tiverem a pensar fazer um piercing nas orelhas e tiverem alguma dúvida podem perguntar que, tendo em conta a minha experiência, tentarei responder-vos!

quarta-feira, junho 24

: Drones - MUSE [2015]


Ainda só ouvi uma vez este novo álbum, mas foi o suficiente para me (re)apaixonar pelos Muse. Sinto-os, música após música, a voltar às suas origens.
 E é tão bom..

terça-feira, junho 23

: Um dia, quem sabe.

No último domingo deixei o David divertir-se a fazer-me uma tatuagem no pé, com uma caneta. Ele deu largas à imaginação e eu gostei tanto do resultado final que me apetecia sair dali, directa para um estúdio de tatuagens onde me marcassem definitivamente aquelas linhas. Mas o medo falou mais alto e eu acabei por me manter bem quieta. Ainda assim tenho que, antes de morrer, ganhar coragem e enfrentar a dor.

Deixo-vos o resultado final da brincadeira dele. Ficou bem giro, não ficou? 


segunda-feira, junho 22

: Tenho uma mente sobrenatural.


Ontem fui à janela da varanda, olhei para o jardim logo abaixo e pensei: bem que já vinham cortar esta relva! Pois que hoje de manhã chego a casa, depois de vir da primeira parte do meu trabalho, e eis que começo a ouvir os cortadores de relva. Isto de ter uma mente poderosa tem muito que se lhe diga!! Só é pena que funcione apenas para coisas mundanas e não para me levar a acertar nos números do euromilhões!!

: Recados à Macaquinha [6]


Macaquinha, depressa te irás aperceber que eu e o teu pai crescemos em realidades completamente diferentes. A minha família sempre esteve meio dividida e eu passava a maioria dos meus dias sozinha, brincando calmamente no meu quarto. Sempre fui filha única e gostei. Muitos me julgam egoísta e dizem que gostei de ser filha única porque fiquei com tudo para mim. E eu limito-me a rir. Rio-me porque cresci com os meus primos sempre bem perto e foram eles os meus irmãos mais novos. Brinquei com eles e aprendi a defendê-los; a partilhar tudo com eles. Nunca fui egoísta. Nem sequer mimada. Ainda hoje sou a primeira a oferecer o que quer que seja a quem eu saiba que precisa. Se tivesse tido irmãos a minha vida tinha sido totalmente diferente e, talvez por gostar tanto do que os anos me trouxeram, aprendi a olhar para trás e a sorrir para todos os dias que passei deitada na cama em silêncio, a ler. Já o teu pai cresceu numa casa sempre cheia. Cheia de vozes, de sorrisos, de brincadeiras. Tem uma irmã mais nova, a tua tia Tânia. Passam a vida a discutir mas adoram-se. E eu adoro a relação deles! Sabes, minha pequena, quero essa relação para ti. Quero dar-te um irmão. Não o irei gerar dentro de mim mas será nosso: teu irmão, meu filho. Um dia irei falar tudo isto contigo mas digo-te já que quero, desde sempre, adoptar. Quero levar-te pela mão para que nos ajudes a escrever o nosso futuro. Quero ensinar-te a partilhar, a amar incondicionalmente, a procurar ser melhor a cada dia. Quero que aprendas a dividir tudo o que tens, seja material ou emocional. Quero que vejas nele o teu melhor amigo, a pessoa que te irá amparar quando sentires que eu e o teu pai fomos injustos para contigo. Quero construir-vos tendas na sala e ouvir-vos a sussurrar segredos. Mas, primeiro, dar-te-ei alguns anos para que te possas deitar na cama a ler, no silêncio do vazio. Quero que tenhas um pouco dos dois mundos. Mas sempre em melhor. 

E só espero que vivas feliz com estas minhas decisões.

domingo, junho 21

: As alturas não são para mim.


Eu sou muito, mas mesmo muito, maricas no que diz respeito a alturas. É muito difícil enfiarem-me num teleférico e praticamente impossível enfiarem-me num divertimento que implique ficar a largos metros do chão. Andei uma única vez numa montanha russa e jurei para nunca mais. E há que referir que foi uma minúscula montanha russa que havia no funcenter no Centro Comercial Colombo. Fora isso nunca ninguém me conseguiu convencer a andar em divertimentos que me fizessem ficar no ar. O mais perto que tive de andar numa montanha russa - daquelas mais a sério - foi assistir a um filme 5D em Loures. Escolhemos um filme que envolvia uma montanha russa e, mesmo sabendo que estava sentada numa cadeira bem junto ao chão, não resisti a soltar um gritinho logo na primeira descida. Depois disso limitei-me a aproveitar a simulação. Se nesta coisa tão simples saí de lá toda a tremer imagino num divertimento real... Provavelmente teria um ataque cardíaco logo na primeira subida!

E vocês? São muito aventureiros ou nem por isso?

sábado, junho 20

: Meus ricos sábados!



Só agora, que passo os sábados a trabalhar, é que dou valor a este dia que antes podia ser passado sem fazer absolutamente nada. Só agora dou valor ao tempo livre que antes tinha. E quando voltar a ter este dia só para mim vou sentir que estou no céu! 

Estejam em casa, ou a trabalhar, tenham um excelente fim-de-semana! 

sexta-feira, junho 19

: Ser mãe e educadora.


Trabalhar com crianças ajudou-me a perceber que tipo de mãe vou ser. Tenho a certeza que se não trabalhasse nesta área seria daquelas mães um bocado picuinhas que não gostam de erros cometidos pelos profissionais. Que nos desculpam as pequenas falhas mas que no fundo nunca mais nos vêem da mesma maneira. Mas (e este é um mas que muda tudo!) estando na área sei que a maioria dos profissionais fazem tudo por tudo para que nada corra mal. Se somos perfeitos? Nem por isso. Somos humanos e também erramos. Seja por uma distracção no momento errado, seja por tudo o que nos envolve naquele momento. Já tive que pedir desculpas a pais e mães por erros que cometi. Nunca me custou a admitir os meus erros e espero um dia ter este discernimento, enquanto mãe, para perceber que os outros também erram. Para perceber que os acidentes acontecem e nem sempre podemos fazer alguma coisa para os evitar. Para estar do lado das pessoas que irão olhar pela minha filha enquanto eu não puder. Se irei estar com o coração nas mãos? Claro! Afinal de contas nunca ninguém toma melhor conta dos nossos filhos do que nós mesmos... Mas se irei fazer de tudo para ser próxima da Educadora e Auxiliar que irão preencher-lhe os dias? Sem dúvida nenhuma.

Antes de terminar o curso dizia que tinha pena das profissionais que apanhassem a minha filha, porque eu ia ser a mãe mais chata. Mas agora, que trabalho na área, sei que de chata não terei nada. Porque não só conheço o lado delas como sei o quão difícil é agradar a todos os pais. Nós não temos só uma criança. E isso faz toda a diferença!

quinta-feira, junho 18

: Visto-me de flores.


Rodeio-me de rosas, papoilas, amores-perfeitos, cravos. Rodeio-me de mil cheiros e mil espinhos. Visto-me de pétalas, folhas e caules. Sou a Primavera em flor, o verão em todo o seu esplendor. Sou o outono das despedidas, o inverno da dormência. Sou as estações e as suas mudanças. Sou as flores que nunca desistem da vida. Visto-me de verde e movo-me ao sabor do vento. Nasço. Renasço. Vivo. Revivo. Sou a mistura de um jardim bem cuidado. Sou a confusão de um campo de plantas selvagens. Vejo o mundo, a partir do chão, e maravilho-me com a velocidade com que a vida corre. Passa por mim e agita-me; Passa por mim e toca-me, cheira-me; Passa por mim e leva-me. Viajo e vejo o mundo finalmente de cima. O meu espaço, bem colado ao chão, fica para trás. Apaixono-me. Sou sementes, folhas, pétalas. Sou flor. Sou natureza. Sou eu.

terça-feira, junho 16

: Para acompanhar com um balde de pipocas.

Não sou de ver muitos filmes mas, nestas últimas semanas, excedi-me na minha quota normal. Já vou em quatro filmes em pouco mais de quinze dias. Deixo-vos, de seguida, as minhas breves opiniões em relação a todos eles.

Home: A minha casa (2015)

Andava bastante curiosa com este filme desde que os "meus" pequenos foram vê-lo ao cinema nas férias da Páscoa. E acabou por me surpreender bastante, pela positiva. Tem uma história bastante bonita e com uma mensagem forte. É impossível não nos apaixonarmos pelo OH e pelas suas aventuras. E, claro, ganhou logo muitos pontos quando vi que o personagem principal tinha a voz do Jim Parsons (a.k.a. Sheldon da Teoria do Big Bang). Deu logo outra piada ao filme!

Um ritmo perfeito 2 (2015)

Não contava ver este filme no cinema mas decidimos aproveitar um dia de folga para ver o que estava em cartaz. Acabou por ser este o escolhido e não me arrependo da escolha. Pessoalmente adoro filmes que envolvam música. Gosto do ritmo, da sonoridade, de cantar em conjunto com as pessoas no ecrã. E este filme esteve recheado de boa música e de excelentes actuações acapella (não estivessem lá os meus queridos Pentatonix!!). O filme em si tem uma excelente mensagem: a de nunca desistir, mesmo perante mil e uma adversidades. Mas, como no primeiro filme, há situações demasiado exageradas. Perdoem-me quem gosta dela mas, para mim, a personagem da Fat Amy é simplesmente demasiado. Poderia ter toda aquela auto-estima, que até aplaudo, mas sem roçar o vergonhoso. Ainda assim é um excelente filme para quem, como eu, gosta de música. 

Magic Mike (2012)

Aviso já que muitas de vocês vão ficar chocadas com esta minha opinião. Podem bater-me depois, se quiserem!
O David falava-me imenso deste filme. Depois de virmos do cinema (onde vimos o Pitch Perfect 2) aproveitámos o embalo e deitámo-nos no sofá a ver este. Não foi nada do que estava à espera. O início não só é demasiado parado como a história em si não tem nada que me desperte um verdadeiro interesse. E não, não alegrei as vistas com os homens semi-nus. Nunca me senti atraída por homens todos musculados por isso olhar para eles, ou não, era a mesma coisa. Não é uma autêntica perda de tempo mas também não é daqueles filmes que quero rever daqui a uns anos. É um bom filme para passar o tempo.

Mundo Jurássico (2015)

Vi este filme no passado domingo, depois do David me ter convencido a dar uma oportunidade aos dinossauros. Fui para lá sem nunca ter visto nenhum Parque Jurássico e com as expectativas abaixo de zero. Talvez por isso tenha gostado tanto. Gostei da realidade que deram aos dinossauros, apesar de saber que é tudo criado por computadores. Gostei da história em si, que nos mostra como os humanos se destroem a eles mesmos, na busca pela maior inovação de sempre. Gostei, especialmente, que as piores partes não tenham sido tão explícitas como eu pensava que seriam. Saí de lá tão surpreendida que até fiquei com vontade de ver os filmes que antecedem a este. Sem dúvida uma boa aposta para quem gosta de um pouco de aventura!

segunda-feira, junho 15

: Sim, somos piores que as crianças!


Desde há uns tempos para cá que, todas as semanas, eu e uma colega nos temos escondido dos miúdos quando já lá estão só três ou quatro e estamos quase a ir embora. É delicioso ouvi-los a procurar-nos e a enfrentar o escuro como uns "corajosos", nome que ainda hoje chamaram a si mesmos. E nós, que devíamos ser as adultas, ficamos escondidas a controlar o riso. Mas, podem respirar fundo, estamos sempre atentas ao local onde eles estão, preparadas para socorrê-los se for necessário. Adoro estes pequenos momentos e eles também. Prova disso é que sempre que nos encontram pedem logo para que voltemos a esconder-nos. Devíamos ser as adultas mas, nestas situações, é tão melhor ser criança!

domingo, junho 14

: Recados à macaquinha [5]


A partir do dia de hoje - e até chegar a um acordo com o teu pai - irei referir-me a ti como a minha macaquinha. Um dia irás saber porque te chamo isto. Um dia, quando te tiver ao meu colo, irei segredar-te a história desta alcunha que nasceu muito antes de ti. 

Sabes, minha pequena, ontem chorei. Vinha do trabalho e um sufoco apertou-me o peito. Eram quase nove da noite e eu ainda fora de casa. Pensei como seria se tu já tivesses nascido. Pensei na minha forçada ausência. Pensei no pouco tempo em que te poderia namorar. É irónico esta nossa necessidade, enquanto pais, de vos darmos o melhor. De fazermos tudo o que está ao nosso alcance para vos facilitarmos o caminho. Sem nos apercebermos que, muitas das vezes, estamos a fazer o pior para vocês. Estamos a tirar-vos o colo, o amor, o aconchego. Chegamos tarde e o tempo de qualidade que poderíamos ter quase não existe. E eu não quero isso para nós. Não te quero ver crescer nos intervalos. Não quero sair de madrugada, contigo a dormir, regressando apenas quando estás quase de novo na cama. Recuso-me a aceitar que isso é o melhor para ti. Os sacríficos, macaquinha, serão feitos agora. Agora em que ainda nada tenho a perder. Mas, no dia em que nasceres, serás a minha prioridade. Disso nunca tenhas dúvidas. Porque se há coisa que me sufoca é pensar que poderei perder a oportunidade de te ver crescer, nos pequenos pormenores do dia-a-dia. Serás, desde o dia em que te souber dentro de mim, a pessoa mais importante do mundo. Depois desse dia nunca mais chegarei a casa tão tarde quanto ontem. Depois desse dia nunca mais chorarei. Não por esse motivo.

Se lágrimas houverem serão de felicidade. Por te ter agarrada a mim.

sábado, junho 13

: Não consigo mesmo estar parada.


Eu de vez em quando já me queixava que o meu tempo livre não chegava para nada. Mas esta semana o tempo livre que tinha reduziu drasticamente para metade. Visto que eu e o David gostamos de ter uma boa segurança financeira, quando damos passos grandes, eis que decidi aceitar um part time, numa área bem diferente da minha. Estou a gostar mas é assustador ver que o tempo livre que tinha antes desapareceu quase todo. Ainda me estou a adaptar mas, com o tempo, isto vai ao sítio. Como em todas as fases de mudança há um tempo de altos e baixos. Por enquanto vou andando por baixo e, quem sabe, um dia chego ao alto!

Hoje à noite ou amanhã, no meu dia total de folga, vou dar uma volta pelos vossos espaços! Fica prometido.

quinta-feira, junho 11

: Agora é que vão ser elas.



Andámos, durante anos, indecisos em relação ao nome que daríamos aos nossos filhos. Lá acabámos por concordar que iríamos utilizar os nomes dos dois avós que, infelizmente, já não poderão presenciar uma gravidez. Pensei eu que tínhamos ficado por aí! Sou tão ingénua...

No passado fim-de-semana fomos comprar um mimo, para o bebé de um casal amigo, e o David aproveitou a deixa para, muito calmamente, me dizer que achava injusto para todos os outros avós, ainda vivos, que apenas aqueles nomes fossem usados. Perante os seus argumentos - que, note-se, ele deve ter estudado bastante bem!! - tive que concordar com ele. Eis que voltámos à estaca zero. Bom, à estaca um... Que o nome de rapaz está mais do que decidido. Agora com o nome de rapariga é que vão ser elas. Gostamos de tantos que acho mesmo que só conseguiremos decidir se tirarmos à sorte!

Querem ajudar-nos? Então deixem nos comentários nomes de menina pelos quais sejam apaixonados. Pode ser que assim consigamos tirar algumas teimas!

quarta-feira, junho 10

: Quando me tornei mais eu.


Acho que sempre tive um feitio peculiar. Talvez tenha nascido comigo; Talvez tenha sido a forma de ser dos meus pais que me influenciou. Nunca permiti, nem em criança, que me fizessem mudar de ideias. Nunca permiti que me vissem os pontos fracos. Mas também não exaltava os pontos positivos que sabia ter. Cresci, tenho que confessar, sem perceber porque não conseguia fazer amigos para a vida, como os outros que me rodeavam faziam. Hoje percebo. Eu não era daquelas pessoas que se deitava no chão para os outros pisarem. Ainda hoje não sou dessas pessoas. Digo o que tenho a dizer e só sei ser assim.

Fui crescendo, praticamente sozinha, e os macaquinhos na minha cabeça foram aparecendo. Ou porque eu não era suficientemente boa para alguma coisa; Ou porque os rapazes não olhavam para mim; Ou porque tinha demasiados pêlos nos braços. Sim... uma coisa tão simples como pêlos nos braços servia para me incomodar. Não que alguém me dissesse alguma coisa em relação a isso mas para mim, que poucos amigos tinha, era um motivo de vergonha. Escondia-me. Escondia tudo o que tinha a ver comigo. Sem perceber que fechar-me na minha concha era o que realmente estava a afastar as hipóteses de alguém gostar de mim. Poucos eram os que consigam atravessar as minhas paredes. Em parte porque eu não os queria do meu lado. 

Até ao dia em que tudo isso mudou. E sei bem que dia foi esse. Foi no dia em que entrei na faculdade. Calei todos os macaquinhos e expulsei-os da minha mente. Aquele primeiro dia, em que enfrentei todos os meus medos num só momento, fez-me abrir ao mundo. Tornou-me na pessoa que sou hoje. Fiz amizades, perdi receios, permiti que as pessoas me conhecessem. Desiludi-me mas, ainda assim, só me permito recordar o que foi bom. As viagens de comboio, as conversas, os trabalhos que nos deram dores de cabeça, as partilhas, os apoios constantes nos momentos difíceis, os abraços. Principalmente os abraços. Dados sem ser preciso trocar uma palavra. Dados nos momentos em que eram mais necessários.

É verdade, sempre tive um feitio peculiar. Sou complicada, perfeccionista e chata. Mas também sou bem resolvida, amiga de quem merece e tenho uma paciência infinita. Sou, acima de tudo, orgulhosa na minha pessoa. Estas palavras podem até soar vaidosas e se é essa mensagem que estão a receber então estou a fazer um bom trabalho. Porque, agarrando num cliché, a primeira pessoa que nos deve amar somos nós mesmos. E eu amo-me. Só assim os outros poderão atravessar o meu muro e aprender a amar-me, com todos os meus defeitos. Que são muitos...!

Podem não acreditar... mas agora até os pêlos dos braços me deixaram de incomodar!!

terça-feira, junho 9

: Devem pensar que sou maluca.


Quando falo num futuro filho refiro-me sempre a uma menina, Mariana. Muitos de vocês devem achar que eu tenho um parafuso a menos por nunca pôr a hipótese de ter um rapaz. Pois bem eu explico-vos esta minha tendência para saias, folhos e laços no cabelo...

Conhecem o famoso "jogo da agulha"? Não?! Então eu passo a explicar... Cortam um pedaço de linha de costura (de qualquer cor) e passam por dentro do buraco da agulha. Quase como se fossem efectivamente coser alguma coisa. Dão um nó na linha - de modo a que esta não saia do buraco - e eis que têm o instrumento principal do vosso jogo. O próximo passo é arranjarem a mão de uma mulher. Sim porque se usarem a mão de um homem o jogo vai ser uma valente seca visto que a agulha não se vai mexer! Pedem à pessoa para pôr a palma da mão virada para cima, a direito, e movimentam a agulha para baixo e para cima no espaço entre o polegar e o indicador três vezes. Depois é só porem a agulha em cima da mão e irão ver a magia acontecer. Se a agulha andar para trás e para a frente irão ter um menino. Se a agulha fizer um círculo irão ter uma menina. Sempre que a agulha estabilizar voltam a fazer o primeiro movimento e assim sucessivamente até que ao pôr a agulha sobre a palma da mão esta se imobilize de imediato.


Pronto... agora é que me acham mesmo maluca, não é? Mas eu juro-vos que isto é verdade. Já imensa gente - descrente, diga-se já - me fez este teste e deu sempre o mesmo resultado: uma menina. E, para confirmar esta bruxaria, já fiz o teste a mulheres que não podem ter mais filhos e eis que o resultado corresponde exactamente ao número e género dos filhos que têm, pela ordem que nasceram!!


Por isso, maluca ou não, até prova em contrário, irei gerar dentro de mim uma Mariana

segunda-feira, junho 8

: Hoje vamos enganar os relógios.



Eu até já estou habituada a acordar cedo todas as manhãs mas, por muito tempo que passe, não me consigo habituar às segundas-feiras. Nada contra elas mas custa-me sempre deixar a minha casa e saber que terminou o tempo livre para me enroscar no David sempre que nos apetecer. Por isso quando soubemos que podíamos tirar mais dois dias soltos, fora das nossas férias, escolhemos duas segundas-feiras. Uma delas é hoje! Há lá coisa melhor que acordar quando o nosso corpo estiver realmente descansado? E ainda o convenci a irmos ao cinema e às compras cá para casa. Amanhã logo penso no início da semana. Hoje é para aproveitar, de mão dada a ele.

domingo, junho 7

: Podes vir... Todos te esperam.


A conversa começou como uma brincadeira. Eu juntei os trapinhos com o David e as minhas amigas mais próximas disseram a frase da praxe «Para quando é o bebé?». Eu ri-me e disse-lhes para me darem tempo de perceber se esta coisa de partilhar casa resultava para nós. Bom... está mais do que provado que resulta. Talvez ajude o facto de termos tão pouco tempo juntos que o queremos aproveitar da melhor forma! A conversa passou da brincadeira para uma pergunta recheada de verdade. Uma dessas minhas amigas todos os dias me diz que está na minha hora e faz questão de trazer para junto de mim o irmão de três meses de uma das nossas meninas. E eu perco-me de amores pelas suas bochechas, pelos seus pés pequenos, pelo seu sorriso desdentado. Imagino-me com um ser pequeno ao colo. O relógio toca cada vez mais alto. Já partilhei esta ânsia com o David e ele abraçou-me: afinal de contas é também um desejo dele. Mas, nisto concordámos logo, primeiro é preciso um espaço ao qual possamos chamar nosso. Se isso vai atrasar os nossos planos? Muito provavelmente. Se isso irá fazer o relógio parar de tocar? Muito dificilmente. Prova disso é que fui jantar esta semana com um casal amigo que tem um bebé de sete meses. Pegar nele foi como sentir-me em casa. Olhou para mim, com aqueles olhos claros, e eu perdi-me de amores. Eu sou assim, mulher de muitas paixões. Apaixono-me por corações pequeninos que cabem bem arrumadinhos dentro do meu. E, como se não bastasse, tive consulta também esta semana com a minha ginecologista e logo depois de me cumprimentar perguntou-me «Então, não está a pensar engravidar?». Mas será que se nota assim tanto esta minha vontade? É que está a tornar-se complicado esperar muito mais tempo...

Todos te esperam, Helena. E nós, ainda que seja cedo, já te desejamos.

sábado, junho 6

: Se um dia me casar...


... canto-lhe esta música!





Nem sou muito fã deste género musical mas esta música em específico conquistou-me por dois motivos: o ritmo é contagiante; e a sua letra parece que foi escrita quase toda directamente para mim - que gosto imenso quando ele mostra conhecer-me como ninguém!!

Claro que existem muitos comentários a dizer que esta música é sexista mas, sinceramente, acho que é o videoclip que nos faz achar isso. Sim porque eu também achei quando o vi pela primeira vez. Não concordo é com quem diz que a letra faz parecer que há mulheres que não se contentam com nada. Então mas há alguém que não goste de ser tratada com respeito, que não goste de uma boa surpresa ou que não goste de ser apreciada?! Há quem não goste de ouvir, da boca do seu amor, que é linda?! Esta música é, acima de tudo, uma música! E é nisso que me foco. Nisso e na vontade de dançar sempre que a oiço.

Vou só ali dançar mais um pouquinho feita maluca!

Bom fim-de-semana!!

sexta-feira, junho 5

: A animação na minha vida continua.



Hoje fui buscar as análises ao sangue que fiz, há quinze dias atrás, para descobrir ao que sou realmente alérgica. Que isto de andar a espirrar e a tomar zyrtec só porque sim fazia-me sentir parva. Pois eis que os resultados coincidem com aquilo que já se desconfiava: ácaros, gramíneas e árvores, entre outras coisas.

O que eu não contava era com os três últimos parâmetros: pêlo de gato, barata europeia (portanto tenho que emigrar para fora da europa) e, preparem-se... caspa de cão. Sim, ao que parece sou alérgica à caspa dos nossos amigos de quatro patas. Ainda me estou a rir!!

Pelo lado positivo... não tenho nenhuma alergia alimentar. Vou só ali enfardar comida, bem longe de gatos, cães, baratas, ácaros, fungos, gramíneas e árvores. Vida fácil, portanto.

quinta-feira, junho 4

: [ Assim Nasceu Portugal ] de Domingos Amaral


Não me interpretem mal mas... sempre que termino um livro do Domingos Amaral sinto que fico "ressacada". Mas tudo no bom sentido! Fecho o livro e penso para mim mesma «Não!! Só mais um capítulo... Vá lá...». E, mais uma vez, a rotina concretizou-se. Tenho imensos livros à espera de serem lidos mas não consigo largar este. Quase como se por tanto lhe tocar pudessem nascer mais capítulos. A minha mente ainda fervilha com aquilo que li e, não posso negar, estou ansiosa pelo volume II com a continuação da história.

Sou fã de Domingos Amaral não só pela sua escrita, que me cativa imenso, mas pela sua mestria em criar romances históricos que não só nos ensinam como nos fazem apaixonar. Este não foi excepção. Sempre admirara Afonso Henriques mas ao ler esta história, ainda que com muitas partes ficcionadas, não posso deixar de salientar a força que o amor lhe deu para lutar pelo que queria. Ou, melhor dizendo, a força que o amor lhe deu para se transformar no nosso primeiro rei. Porque foi, na verdade, o amor que fez nascer Portugal.

E é exactamente isso que este livro retrata: o nascimento de Portugal. Ao início é um pouco confuso pelos nomes que parecem todos iguais. Mas depressa a nossa mente aprende a distinguir os apelidos e a associar pessoas e nomes. Depressa nos habituamos à constante convulsão que se sente nos capítulos e que parece apressar os sentidos; os sentimentos. São 413 páginas de constante mudança. De constantes avanços e recuos. Para no fim deixar tudo em aberto. Para no fim nos deixar a congeminar o que virá a seguir.

Desta vez deixo-vos uma única citação. Não que não tenha gostado de muitas outras (porque gostei de bastantes!) mas por sentir que esta frase definiu, em grande parte, a essência do livro.

« - Talvez o amor seja um privilégio só de alguns... » (pág. 319)

Li este livro em pouco mais de uma semana. E não foi mais rápido porque o tempo livre é escasso. Se recomendo a sua leitura? Sem dúvida! Tal como recomendo a de todos os outros livros de Domingos Amaral. Principalmente para quem, como eu, gosta genuinamente de história e adora aprender mais sobre as épocas passadas.

Agora resta-me tentar ir à Feira do Livro em Lisboa, no próximo sábado, para que possa ter um autógrafo do autor neste seu mais recente livro. Vamos lá ver se é desta que eu consigo conhecer esta pessoa que tanto admiro!

terça-feira, junho 2

: Mudanças, precisam-se.


Desde que entrei nesta minha nova fase da vida - entenda-se por nova fase da vida partilhar quatro paredes com o meu homem - que senti necessidade de fazer alterações em tudo o que me rodeava: nos hábitos que tinha em solteira e que já não se adequavam; nas roupas que já mal me serviam e estavam a encher; na enchente de coisas que preenchiam o meu quarto. Livrei-me de todas as más energias e senti que recomecei do zero, ao lado dele. Desta vez literalmente ao lado dele. Não houve cá nada de casórios mas estamos juntos para o bem e para o mal! Agora, para finalizar esta onda de mudanças, estou a pensar fazer uma alteração ao meu cabelo. Irei renovar-me. E vai ser já esta semana!! Mas shiiiiu que o David não sabe de nada!

Que mudança acham que eu poderei vir a fazer?! Aceitam-se apostas!