sexta-feira, julho 31

: [ Insurgente ] de Veronica Roth


Este é um livro que muitos de vocês já devem conhecer. Ainda assim não poderia deixar de falar dele. Li o primeiro volume da saga depois de ver o filme. Fiquei curiosa e adorei a escrita da autora. Depois disso demorei até ler o seguinte. Não havia na biblioteca da minha cidade e nunca consegui ir à biblioteca mais próxima onde estavam todos os volumes da saga. Acabei por adquirir o Insurgente e o Convergente na feira do livro do Continente. Aproveitei as férias em Milfontes para me fazer acompanhar do Insurgente. E em pouco mais de quatro dias li o livro. Mais tempo livre tivesse e mais rápido tinha lido! 

Esta saga faz-me lembrar bastante a saga do The Hunger Games, em parte por causa das protagonistas. Nos segundos livros das duas sagas ambas lutam contra recordações dolorosas. Ambas procuram o melhor caminho para elas. Ambas se tornam um símbolo de revolução. Apesar de ir sempre preferir os Jogos da Fome, não posso negar que me apaixonei pela força da Tris, pela sua perspicácia e pela sua capacidade de colocar os outros sempre em primeiro.

É um livro com bastante acção e que nos puxa para os cenários descritos. Não encontrei nenhuma parte aborrecida e vamos percebendo melhor, ao longo das páginas, o porquê do ataque no final do primeiro volume e o que realmente significa ser Divergente.

Adorei este volume da saga e ele conseguiu aumentar imenso a minha vontade de ler o seguinte, que por parvoíce deixei em casa. E, agora sim, poderei ver o filme que foi adaptado deste livro. Estou bastante curiosa!!

quinta-feira, julho 30

: E já passaram cinco anos!


Parece que foi ontem que te vi pela primeira vez. Mas, num piscar de olhos, percebo que já passaram cinco anos. Já passaram cinco anos desde que preenchi pela primeira vez o teu abraço; que preenchi o espaço entre os teus dedos. Já passaram cinco anos desde que começámos a construir o nosso futuro. O futuro que hoje vivemos. O futuro que amanhã será nosso. Nestes cinco anos descobrimo-nos. E isso só nos deu mais certezas que os nossos caminhos serão paralelos. Hoje festejamos cinco anos, uma mão cheia de amor. E eu irei agradecer-te por tudo o que ainda há de vir. Irei agradecer-te por toda a felicidade que ainda nos espera. E eu acredito, meu amor, que se o nosso passado foi tão bom o que nos reserva nos próximos anos será ainda melhor. E o melhor de tudo: estarás ao meu lado. 

Obrigada por me teres feito acreditar no para sempre. 

quarta-feira, julho 29

: O que já não sou.


Só. 
Abandonada de mim própria. Por livre vontade.
Completamente vazia.
Vazia de dores, pensamentos, sufocos.
Livre. 
Onda do mar. Maré revolta. Desenhos na areia. Castelos feitos por mãos de criança. 
Estou só, mas feliz.
Abandonei o que não me pertencia e parti para não mais voltar.
Estou só, sem estar. Sou um completo vazio; uma vazio por completar.
Estou só. 
E assim irei ficar.


Fictício.

segunda-feira, julho 27

: Para acompanhar com um balde de pipocas [#2]


Estava bastante curiosa em relação a este filme, não fosse o actor principal o meu querido Johnny Depp, mas acabei por me desiludir. A história em si é um bocado estranha e vale pelas referências culturais. Dá para passar o tempo, até para soltar umas boas risadas, mas não é um filme que nos faça suspirar por mais dez minutos...

Uma agradável surpresa. Todos nós conhecemos algumas músicas do 50Cent mas nem todos nós conhecemos a sua história. Não sou a maior fã do seu trabalho mas gostei de ver a forma como ele evolui na vida e a forma como ele chegou onde está hoje, ultrapassando todas as dificuldades. É, sem dúvida, um filme que pode inspirar muitas pessoas!

Este é mais um filme que retrata uma estrela musical. Acompanhamos a sua história desde a infância até ao alcance da sua fama e parecemos estar a viver todas aquelas situações ao lado dos personagens. Damos por nós a sofrer com a sua dor, a rir com as suas conquistas, a querer puxar-lhe as orelhas pelos seus erros. Damos por nós, acima de tudo, a admirar aquele homem que, ainda estando cego, chegou onde muitos homens nunca conseguirão chegar. Um excelente filme para se ver numa noite fresca de verão!


Vi este filme no cinema, numa decisão de última hora. E que bela decisão! Ri-me desde o início até ao fim e fiquei a pensar sobre todos os sentimentos que habitam dentro da nossa mente. Fiquei a pensar, essencialmente, na nossa necessidade constante de estar sempre felizes, ignorando tudo o resto que nem sempre queremos sentir. É uma bela história de amizade, de autoconhecimento e de partilha. Um excelente filme para crianças e adultos!

Neste filme sou suspeita - visto que sou mega fã destes nossos amigos amarelos - mas o filme corresponde ao que, penso eu, todos esperávamos. Tal como no Divertida-Mente ri-me do início ao fim e apaixonei-me pela mistura de línguas que compõe a língua oficial dos minions. A situação mais engraçada foi provavelmente a frase: Estás parvo ou quoi?! Neste filme acompanhamos os nossos amigos amarelos desde o seu nascimento até ao seu primeiro encontro com o famoso Gru. Pelo meio vivem mil aventuras e metem-se em mil problemas. O riso é impossível de conter e, neste caso, quanto mais filme existisse melhor! Acompanhar as aventuras de Kevin, Stuart, Bob e todos os seus amigos é um excelente plano para se fazer em família - ou com amigos!! - e uma ida ao cinema para ver este filme não é uma perda de tempo nem de dinheiro. Super aconselhado!!

domingo, julho 26

: O que poderia pedir mais?


E que bom é acordar, todos os dias, com esta vista.

sábado, julho 25

: Milfontes, aí vou eu!!


Daqui a umas horas estarei, novamente, a caminho de Vila Nova de Milfontes. Por lá passarei uma semana com os meus pais e com o David. Espera-se muita praia, muitos passeios à beira-mar, muita descoberta. E já que estou lá pelo litoral alentejano conto com um passeio até à Zambujeira do Mar. E arredores, claro!

Estou ansiosa por estes dias de descanso mas estou, acima de tudo, feliz por ao fim de quase três anos conseguir estar com o David no nosso dia 30. Nos últimos anos estávamos sempre afastados um do outro e só conseguíamos festejar o nosso dia na semana seguinte. Este ano será diferente e já reservámos o dia só para nós. Planos? Ainda não há nenhuns. E sabe bem melhor assim!!

Não sei até que ponto terei acesso à internet - até porque é algo que eu evito em viagens como podem ler aqui - mas tentarei vir cá um bocadinho todos os dias, dar-vos notícias! De qualquer das formas deixei-vos um post agendado com algo que já vos queria mostrar há algum tempo. Tenham uma excelente semana!!

sexta-feira, julho 24

: Da minha caixa das memórias [#1]


A melhor memória que eu tenho das minhas aulas de condução foi criada na última aula, antes do meu exame final. Depois de três horas de aula - partilhadas com a rapariga que ia comigo ao exame - o meu instrutor olhou para mim e perguntou-me «Sabes levar-nos para casa, não sabes?». Eu acenei afirmativamente e ele disse-me, simplesmente, «Então vá, força nisso!». Eu respirei fundo, como quem ganha confiança, arrancando logo de seguida. Quando dei pelo meu instrutor este estava de cabeça encostada atrás, com a mão de fora do vidro e os pés cruzados debaixo do banco. Por um lado sei que tinha a obrigação de saber desenrascar-me sozinha, visto que ia fazer exame dois dias depois, mas por outro lado aquilo foi, para mim, um grande depósito de confiança. Tirou os olhos da estrada e deixou três vidas na minha mão. Não duvido que tenha sido essa atitude que me deu uma confiança extra para aquele dia de nervos à flor da pele. Ainda hoje, passado um ano, cada vez que conduzo penso naquele dia e naquele cruzar de pernas. Todos os nervos se dissipam imediatamente!

quinta-feira, julho 23

: Assumo, sou fã de campismo!


Nestas férias iremos aproveitar para, ao fim de alguns anos, voltarmos a passar uns dias em parques de campismo. Com direito a um iglo, sacos cama e sem acesso a internet ou electricidade. Vão ser dias de puro descanso, de muito passeio, de muita praia e do regresso às nossas origens. Seremos novamente as crianças que passavam férias em tendas e corriam por parques de campismo. Seremos novamente nós. E estou muito ansiosa por isso!

quarta-feira, julho 22

: Das coisas boas que descubro.

Tropecei nesta cantora ao ouvir rádio e sinto que estas músicas vão ser a banda sonora do meu verão. São tão tranquilas e têm tanta alma que me transmitem imensa paz. Exactamente o que eu preciso para as férias!

terça-feira, julho 21

: As flores da nossa despedida.


No dia em que me vi obrigada a despedir de ti alguém me deu dois cravos brancos. Tinham sido retirados de uma das muitas coroas de flores que depositaram ao teu redor. Lembrei-me de todas as flores que colhemos, as duas, para fazermos pequenos ramos. Peguei neles, como quem pega na vida, e senti-te ali. Não os larguei até chegar a casa, onde me permiti soltar tudo o que tinha reprimido. E lembrei-me de ti, mais que nunca. Sempre te admirara por encarares o futuro com esperança, mesmo quando a vida apenas te colocou pedras no caminho. Sempre te admirara pela tua força de viver. Pelo teu sorriso. Ainda hoje admiro. Por tudo aquilo que foste e por tudo aquilo que nunca deixaste de ser. Ainda hoje sinto os dois cravos na minha mão. Ainda hoje te sinto o abraço. Avó, da próxima vez que te visitar prometo levar-te cravos brancos. Para que saibas que, por muitos anos que passem, nunca me esqueço de ti. 

segunda-feira, julho 20

: O que me vale é que até sou boa pessoa!


Quais são as probabilidades de ir à minha antiga faculdade - que ainda é bem grande e que nesta altura do ano está às moscas - e dar logo de caras com um dos professores de que mais gostei, durante os quatro anos que por lá passei? Quase zero, certo? Pois... O meu karma gosta de fazer piadas e pôs-me esse professor à frente assim que lá entrei! O melhor de tudo? Após dois anos sem me ver ainda se lembrava de mim! 

Não estive mais que vinte minutos na faculdade mas fiquei cheia de saudades dos tempos que lá vivi. Por mim, voltava já para lá. Sim, eu sei, sou maluca!

domingo, julho 19

: A maior certeza da minha vida.


Sou feliz quando viajamos, com a janelas do carro aberta, e eu ponho a mão de fora, brincando com o vento. Sou feliz quando cozinhas para mim, mesmo que eu o saiba fazer. Sou feliz quando, durante a noite, me puxas para ti ou simplesmente colocas uma mão sobre a minha barriga. Sou, ainda mais, feliz quando estamos sozinhos no meio da natureza. Como se regressássemos ao passado e não vivêssemos junto a uma das maiores metrópoles nacionais. Podes nem acreditar mas eu até sou feliz quando estamos em silêncio a ver as estrelas. São estes momentos banais que me fazem ter a certeza de que quero partilhar contigo todos os meus dias. São os pequenos pormenores que continuam a fazer a diferença. E que continuarão a fazer-nos crescer, dia após dia. Lado a lado. Podes até dizer que eu sou uma romântica incurável mas a verdade é que sou feliz ao teu lado. E essa é, para já, a única certeza que tenho na minha vida.  

sexta-feira, julho 17

: Trinta dias (só) de amor.


Chegou o momento que tanto desejávamos. Seremos só nós dois, durante um mês. Sem saídas para o trabalho, nem preocupações extras. Aproveitaremos o sol, o ar fresco da sombra, o conforto de passear à noite. Inventaremos coisas novas para fazer todos os dias. E era mesmo disto que estávamos a precisar. Desta longa pausa para nos dedicarmos a nós. Para eu ler um livro enquanto tu tratas das tuas pequenas árvores. Para passearmos à beira-mar. Para pegarmos na tenda e passarmos uns dias aqui. Uns dias ali. Para festejarmos os nossos cinco anos de namoro. Começam hoje as nossas férias e a minha cabeça já fervilha com mil planos. Vila Nova de Milfontes espera por nós. Viseu também. Quem sabe não visitaremos a Ericeira. Sintra. Óbidos. Tantos outros locais que ainda podemos descobrir. Nada disso me importa. Basta ter-te ao meu lado. E, meu amor, tenho a certeza que estas serão as melhores férias que poderíamos pedir. Que venham elas!

quarta-feira, julho 15

: Flor és. Flor serás. #3


Nunca ninguém me explicou a mente dos homens. Mesmo depois de plantar o meu jardim de amores perfeitos continuei sem saber como me movimentar, no emaranhado de ervas daninhas que eram os seus pensamentos. Aquela necessidade que ele parecia ter de conhecer todos os meus suspiros. A sua necessidade de me amar, de tocar o meu corpo, mesmo quando me parecia odiar. Olhava para ele e não o compreendia. Nunca consegui compreender. Ainda assim conhecia-o. Sabia antecipar os seus passos, os cortes que ele dava na nossa folhagem. Conseguia saber quando devia abraçá-lo, misturando os nossos perfumes, ou quando deveria deixá-lo caminhar para fora das nossas vedações. Nunca temi a sua partida. Sempre voltou. Soltava-se dos espinhos que o magoavam e vinha lamber as feridas para junto de mim. Nunca lhe pedi explicações. Nunca precisei delas. E, talvez por isso, ele sempre me tenha amado tanto. Talvez por isso ele sempre me tenha procurado, mesmo sabendo que eu nunca o conseguiria compreender. Limitava-me a ouvi-lo, pousando-lhe a mão no ombro. E ele falava. Falava.. Falava... Despia-se de pudores e libertava-se daquilo que lhe pesava o peito. Nunca compreendi a mente dos homens. Do meu homem. Ainda assim amei-o, como se não houvesse amanhã. Amei-o, mais do que qualquer dia julguei ser possível. Conheci-o, como conhecia as minhas flores. Lia-o, como lia os meus livros. Vivi-o, como ninguém me poderia ter ensinado a viver. Fui flor. E com ele, fui jardim.

Fictício.

#2 

terça-feira, julho 14

: Devo ter as hormonas todas trocadas!!

Sei que sempre fui uma piegas - quando ouvia certas músicas - mas ontem, ao ver o vídeo que está abaixo, dei por mim a chorar. É que não eram só umas lágrimas soltas. Não... Era a torneira aberta!


Digam-me que não fui a única a ficar comovida com a música e o vídeo!!

segunda-feira, julho 13

: Recados à Macaquinha [7]


Às vezes dou por mim a pensar na relação que terás com o teu pai. Dou por mim a imaginar-te ao colo dele, puxando-lhe a barba que ele insiste em não desfazer. Quem sabe, não venhas a gostar de adormecer com a mão lá agarrada. O teu porto seguro. Imagino-vos aos dois a dormirem, deitados lado a lado. Tenho a certeza que ele te irá querer sempre por perto. Irá vigiar os teus passos, mesmo que tu penses que ele não está por lá. Irá deixar-te descobrir o mundo, ainda que te ampare as quedas. O teu pai vai, acima de tudo, ser o teu melhor amigo. Vai levar-te a passear nos dias em que eu estiver a trabalhar. Vai esforçar-se por também te ir buscar à escola. Vai pegar-te ao colo mesmo quando já fores demasiado pesada para isso. Vai aconchegar-te à noite, antes de ir dormir. Deixará a porta aberta, para ter a certeza que nada de errado se passa contigo. Vai fazer cara de mau quando lhe falares em namorados e vai querer conhecer todas as tuas amigas. Vai falar-te das suas paixões por animais, plantas e carros. Mas, ao mesmo tempo, vai deixar que descubras as tuas próprias paixões. Vai apoiar-te, dê por onde der. Irá custar-lhe ver-te voar - não custa a qualquer pai? - mas nunca se esquecerá do amor que vos une. Do amor que unirá toda a nossa família. 

Imagino muitas situações, que talvez nem venham a acontecer, mas de uma coisa tenho a certeza: serás sempre a menina dos olhos dele. E é exactamente por isso que eu sei que ele será o melhor pai que poderias ter.


sábado, julho 11

: Para ti, minha Carolina.


Enches-me o coração de cada vez que me escolhes abraçar assim que chegas, antes de qualquer outra pessoa. Quando, na altura da despedida, me deixas para o fim só para poderes ficar agarrada a mim. Enches-me de carinho em cada beijinho que me dás, sem esperar nenhum em troca. Aconchegas-te no meu colo e ficas, simplesmente, a olhar para mim. E eu sorrio-te. Lembro-me do dia em que te conheci, tinhas pouco mais de cinco anos. Avisaram-me que irias estranhar a minha presença, mas afeiçoaste-te a mim num estalar de dedos. Logo nesse dia não me quiseste largar. E, com esse simples gesto, conquistaste-me para a vida. Podes até estar meses sem me ver mas é para mim que corres. É a mim que procuras. É a mim que queres contar todas as novidades. É ao meu colo que, mesmo já com dez anos, ainda gostas de estar. E eu gosto cada vez mais de ti. Como se minha filha fosses. Não posso prometer que te vá visitar todas as semanas, mas prometo não estar novamente tanto tempo longe de ti. Porque tu, minha querida Carolina, és um pedaço importante no meu coração. Nunca te esqueças disso.

sexta-feira, julho 10

: É tudo uma questão de ligação.


Se os primeiros segundos de uma música não me transmitirem alguma sensação nunca irei conseguir gostar dela. E sei bem que sou assim graças à formação musical que tive desde bem cedo. Já naquela altura, com oito anos, se eu não me sentisse ligada à música que estava a tocar não saía nada de jeito. Preciso de sentir as notas a fluírem no meu corpo. Preciso que elas me queiram fazer fechar os olhos. Porque se eu fecho os olhos enquanto oiço música é sinal que entrei numa outra dimensão. E por lá os problemas não existem. 

quinta-feira, julho 9

: Flor és. Flor serás. #2


Sempre me contaram que o amor destruía o maior dos muros, para se fazer ouvir. Contavam-me histórias de amores perfeitos, flores em todo o seu esplendor. E eu não acreditava numa única palavra que ouvia. Como poderia eu acreditar quando via que, à minha volta, o tempo roubava a beleza da natureza? Como poderia eu acreditar se não via o amor nos actos diários das pessoas? Nunca acreditei que o amor pudesse ser um acto isolado, que dedicávamos única e exclusivamente a uma pessoa. Tinha que ser algo mais que isso. Desprezava o ideal de história perfeita e preocupava-me apenas com o jardim que eu cuidadosamente tratava. Sentava-me no meio das flores, com um chapéu de palha bem colocado na cabeça, e sorria a todas elas. Sentia a textura das suas pétalas e observava os movimentos meticulosos dos pequenos insectos que pousavam em cima dos seus frágeis corpos. Um dia, muitos anos mais tarde, percebi que eu própria era uma flor: frágil e delicada. Queria um amor que me regasse a alma; Que espalhasse os meus sentimentos, tal e qual as sementes que eu enterrava naquele meu pedaço de céu. E sabes como percebi isso? No dia em que te conheci. Assim que te vi cresceram-me pétalas no peito. Logo depois delas vieram as borboletas, procurando um poiso para descansarem. Viste em mim a realidade de alguém que só acredita naquilo que vive. Deixaste bem claro que quererias dar os próximos passos ao meu lado. E eu sorri-te. Pela primeira vez percebia todas as histórias que me haviam sido contadas, antes de eu adormecer. Pela primeira vez olhei para alguém e percebi que o amor conseguia mesmo destruir o maior dos muros. Tinha destruído o muro que eu construíra. O melhor de tudo? Dos escombros erguiam-se flores, de cores vivas. Amores perfeitos. Exactamente aquilo que sempre fomos. Que sempre seremos.

Fictício.

quarta-feira, julho 8

: Elucidem-me, por favor...


Não é que tenha alguma coisa contra mas, e perdoem-me a redundância, está na moda ter um blogue de moda? É que uma pessoa anda a tentar conhecer espaços novos e tropeça nos desse género blogue sim, blogue não!

terça-feira, julho 7

: Souveniers do Oceanário de Lisboa.


Este local, bem no coração do Parque das Nações, tem uma importância enorme para mim. Tenho excelentes recordações de infância por lá e, bastantes anos depois, foi o local que testemunhou a confirmação do meu amor pelo David. Estivemos lá no nosso primeiro encontro e nas duas vezes que lá voltámos recordámos esse dia tão especial. Voltámos a sentar-nos no chão, junto ao aquário principal. Voltámos a ficar em silêncio, lado a lado. E esta visita tornou-se ainda mais especial quando entrámos na zona da exposição temporária: Florestas Submersas. O ambiente criado pelas paisagens imaginadas pelo Takashi Amano e a brilhante música do Rodrigo Leão levaram-nos para uma zona de calma que eu procurava já a algumas semanas.

segunda-feira, julho 6

: Flor és. Flor serás.


O sol ainda não acordara quando me sentei, de pernas cruzadas, à beira da cama. Atrás de mim estava a minha mãe, penteando-me os negros cabelos. Passava a escova uma e outra vez, delicadamente. Desfazia os nós que a almofada se divertia a fazer, durante a noite. E eu fechava os olhos, apreciando aquele momento. Senti-lhe as mãos a entrançarem-me o cabelo e não demorou muito a que, com mestria, uma longa trança caísse pelas minhas costas. Dentro de uma cesta, de verga clara, repousavam oito flores de várias cores. Uma por cada ano que eu já contava. Uma por cada uma das minhas primaveras. Encaixou-as, calmamente, nos espaços que criara no meu penteado. Lembro-me da minha mãe assim: calma e ponderada. Meticulosa e atenta aos pormenores. Já sem flores na cesta pediu que eu olhasse para ela. Os meus olhos verdes prenderam-se nos seus, cor de azeitona. Ela sorriu. «Estás linda», sussurrou-me durante um beijo na testa. Hoje, tantos anos depois, desconfio que ela teria dito isso, mesmo que eu não estivesse assim tão bonita. Abriu as portadas da janela e eu vi a minha Serra lá ao longe. Era o meu dia de anos e o sol já espreitava discretamente por entre o nevoeiro matinal. Estiquei-lhe a mão, agarrando nos seus dedos finos e descemos a escada assim, como se fôssemos uma só. Ainda hoje me lembro deste dia e da forma como os olhos da minha mãe sempre transbordaram de amor. Hoje, tantos anos depois daquele oitavo aniversário, despeço-me do ventre que me gerou. Hoje, tantos anos depois daquelas flores murcharem, despeço-me dos seus olhos cor de azeitona. Vi-os uma última vez. Fecharam-se. Hoje deixo-lhe oitenta e nove flores. Uma por cada primavera que vivemos juntas. Uma por cada ano em que me amou. Uma por cada sentimento de felicidade que nunca me abandonará.

Fictício.


domingo, julho 5

: Não sou mulher de tecnologias.


Ligo tanto ao meu telemóvel que me esqueci dele na sexta-feira à tarde, no meu segundo trabalho. E sabem quando dei por falta dele? Na manhã seguinte quando me voltei a apresentar ao trabalho e o vi na secretária! Este é o meu nível de distracção! Ou melhor... Este é o meu nível de despreocupação perante aparelhos tecnológicos. 

sábado, julho 4

: Para o ano há mais.

Ontem foi um dia estranho. Não é a primeira vez que tenho que me despedir de um grupo de crianças - nem será a última - mas ontem senti-me estranha. Algumas estarão lá em Setembro, para mais um ano, outras nunca mais verei. Não chorei, mas senti um aperto estranho ao ver o espaço ficar mais vazio com o passar das horas. Aos poucos fui ficando sozinha e quando já só restava eu olhei em meu redor e relembrei o ano que vivemos. Os risos, as brincadeiras, as chatices, as festas. Relembrei-nos. Agora compreendo quando dizem que só damos valor às coisas depois de ficarmos sem elas. Passei todo o ano a queixar-me dos dias agitados. Agora que ficaremos com muitos poucos, durante o período de férias, temo que vá queixar-me da calma. É verdade, ontem foi um dia estranho. Foi o dia em que abri, pela última vez este ano, o ATL de manhã. Foi o último dia em que liguei o alarme e fechei a porta atrás de mim no final do dia. Foi o dia em que deixámos o espaço vazio e tudo arrumado para que em Setembro regressemos. Ontem foi o final de um ano muito completo. Em Setembro tudo recomeça. E é o próximo ano que mais temo: quando forem para o 1º Ciclo todos os meninos que eu acompanho desde o ano passado. Para o ano, não duvido, irei chorar. Mas até lá há todo um ano pela frente. E cabe-me a mim aproveitá-lo.


quinta-feira, julho 2

: Estou a chegar ao meu limite.


As pessoas que me rodeiam parecem querer sempre mais de mim. Que eu seja uma melhor amiga; uma melhor mulher; uma melhor dona de casa; uma melhor filha; uma melhor profissional. Até as crianças, que sempre ficaram felizes com o amor que eu lhes dava, parecem cobrar-me cada vez mais. Talvez o problema seja meu, de deixar arrastar as situações. Talvez o problema seja daqueles que me rodeiam e que se esquecem, dia após dia, que eu não mais do que uma pessoa de carne e osso. Não estico, não me crescem braços, não tenho um dia com mais horas. Sou só eu e queria continuar a sê-lo. Queria continuar a, simplesmente, ser. Sinto-me a andar para trás e o meu mau humor está a mostrar-se novamente. Dizem que cada um colhe aquilo que semeia, certo?! Então as pessoas que não se surpreendam...


É desta que começo a fazer meditação!

quarta-feira, julho 1

: Souveniers do Centro Norte


Esta foi a primeira vez que viajei aproveitando o voucher de um dos muitos sites de descontos que existem. Foi a minha mãe que me apresentou o TravelBird e agora que vi que tudo correu super bem acho que voltarei a "arriscar". O local escolhido foi o Land's House Bungalows em Pataias, Nazaré. É um pequeno parque de campismo só com bungalows, com uma piscina agradável e com imensas actividades. Não fiz nenhuma durante o tempo que lá estive, visto que andei mais a passear, mas desde zumba, passando por caminhada e por escalada há imenso por onde escolher. Mesmo não sendo um parque que fique perto da praia podem ficar descansados que não lhe irão sentir a falta. Passa-se um dia bastante bom no grande relvado que envolve a piscina. O único senão é que têm que ir bem cedo para junto dela caso queiram apanhar espreguiçadeiras ou chapéus de sol. Como eu até prefiro deitar-me na relva não me fez diferença.

Para quem gosta de poder cozinhar a sua comida este tipo de locais são os seus melhores amigos. Com uma cozinha totalmente equipada, loiça e utensílios incluídos, podem fazer as vossas refeições sem precisar de comer fora. Já nós decidimos armar-nos em preguiçosos e fomos jantar as duas noites ao restaurante do parque que serve buffet. Pagámos mais do que se fôssemos nós a cozinhar mas comemos melhor que em muitos restaurantes aos quais já fomos e muito mais em conta. A cozinheira de lá tem mãos mágicas!

Agora preparem-se... vem aí uma enchente de fotografias!