quarta-feira, março 16

: O desejo que nos consumia.


Desejavas-me como se de mim precisasses para sobreviver. Fustigavas a pele do meu pescoço com os teus beijos, tocando-o delicadamente com os teus lábios finos. Deixavas impregnado no meu cabelo o cheiro do teu perfume, para que a tua ausência não me permitisse esquecer-te. Sentias cada centímetro da minha pele com os teus dedos longos , fazendo com que me arrepiasse. Olhavas-me durante horas, como quem contempla uma obra de arte da qual não consegue desviar o olhar. Meu amor, fizeste-me sentir a mulher mais bonita de qualquer mundo que possa existir. E apesar de já não ter o calor do teu corpo a fazer-me sentir em casa agradeço por ter tido a oportunidade de sentir a força desse amor que habitava em todo o teu corpo, incapaz de se confinar apenas ao coração. Eu... bem... eu desejava-te de igual forma. Só nunca tive coragem de o admitir. Onde quer que estejas espero que saibas isso. 

Ainda fazes parte de mim. Farás sempre.

#histórias de bolso
#off the records

5 comentários:

  1. Acontece muitas vezes, o que me leva a questionar que raio de mal é que tem admitirmos/assumirmos o amor? :/

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  2. Calamos muitas vezes aquilo que sentimos por receio.

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  3. Adoro este texto! Por vezes temos medo de admitir o que sentimos, talvez por vergonha, por medo da reacção da outra pessoa... Eu própria já o fiz.

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?