terça-feira, junho 28

: Há coisas que nunca mudam...

Sim, é mesmo a minha mão. E os meus pés. E as minhas pernas!

Então Cláudia, lesinou-se? Foi a pergunta que mais ouvi desde manhã. Compreendo a confusão dos pais... vêem-me quase sempre de roupa desportiva e pensam que eu faço algo que não seja só levantar o rabo da cama para ir para o sofá. Mas a verdade é que tirando andar de um lado para o outro durante o dia não faço rigorosamente mais nada. Então como acabei com um pulso elástico e dores de me levar às lágrimas? A praticar o único desporto que faço e no qual, ao que parece, não sou boa: dormir. Adormeci no domingo sem dores e acordei na segunda quase sem mexer a mão. Se entendo? Nem por isso. É que ao menos podia ter as dores mas ter também uma história minimamente interessante para contar. Do género... lesionar-me a fazer parkour (isto ainda existe ou já foi substituído de vez pela nova coisa do momento: os trampolins?) ou, quem sabe, a tentar montar um touro mecânico. Assim coisas à séria que não deixassem os pais a pensarem que eu sou aquela pessoa parva que se magoa só pelo simples facto de se virar na cama com demasiada força. Mas a verdade é que essa sou mesmo eu. Bom, antes isto que uma cabeça partida... Agora até tenho desculpa para não fazer praticamente nada. Ahahahah, era bom era!  

sábado, junho 25

: Dramas de leitora...


Eu, sempre. Bem que de vez em quando tento ler um bocadinho à noite mas a televisão tem um feitiço qualquer e eu acabo paralisada a olhar para ela. Solução... levo o livro atrás de mim e leio de manhã no trabalho antes de chegar alguma criança. E agora tem sido bastante produtivo visto que tenho uma hora sozinha até ter que largar o livro. Não se tem cão caça-se com gato!

domingo, junho 19

: Filmes Giros | À Procura de Dory

 
Sim, eu sei que este filme ainda nem estreou no cinema. Mas, pela primeira vez na minha vida, consegui bilhetes para uma ante-estreia. É óbvio que aproveitei! Lá fui eu hoje de manhã - juntamente com o David e a minha cunhada - até à UCI do El Cort Inglês para ver um dos filmes de animação mais esperados deste ano. E era bem capaz de me habituar a esta vida "privilegiada" visto que não pagámos nada: nem bilhetes, nem óculos 3D, nem pipocas e bebida. Se fosse sempre assim passava a vida no cinema!!
 
Lembro-me de ver o À Procura de Nemo e de me apaixonar pela Dory, mais do que por qualquer outra personagem. Lembro-me de me rir que nem uma perdida com ela a falar balaiês. Claro está que assim que descobri a existência deste filme fiquei com vontade de vê-lo. Não me desiludiu. Esta história mostra-nos a Dory em criança, já tão esquecida como tão bem a conhecemos, avançando depois um ano após a aventura que conhecemos com o primeiro filme. É impossível não rirmos com os esquecimentos deste pequeno peixe azul, não nos sentirmos tristes quando ela pensa que não conseguirá encontrar a família.
 
Se gostaram do À Procura de Nemo e se tiverem oportunidade de ver este filme não o percam. É um filme com muitas surpresas, com muitas lições, com muitos momentos amorosos da Dory em criança. Eu apaixonei-me ainda mais por ela! Como resistir-lhe?!
 

sábado, junho 18

: Estou quase a ganhar coragem!


Desde que a minha mãe fez a sua primeira tatuagem que eu tenho o desejo de fazer uma tatuagem também. No entanto o medo e o preço geral das tatuagens fizeram-me sempre dar um passo atrás. 

Ultimamente ando novamente com vontade de marcar a minha pele para toda a vida. Uma das tatuagens está mais do que decidida, será feita em homenagem ao filho que um dia terei. Mas antes dessa gostaria de fazer outra. E sinto que esse dia já não está assim tão longe. Se já superei o medo que tinha de furar mais as orelhas também supero o medo de fazer uma tatuagem pequena e simples. 

Se um dia já pensei fazer algo relativamente ao mundo mágico do Harry Potter ou relativamente à minha paixão por mochos e tartarugas, hoje penso nas minhas duas paixões mais antigas: a escrita e a música. Gostava de uni-las numa só marca mas encontrei duas tatuagens tão delicadas e bonitas que sou incapaz de misturá-las, perdendo o encanto que têem. Estou agora num dilema. Faço as duas, separadas, ou escolho uma só delas? É que, para mim, é mesmo muito difícil escolher. Ora bolas...


segunda-feira, junho 13

: O que o Alentejo me deu...

Barragem da Apartadura
 
Do Alentejo trouxe a calma dos dias; o calor das tardes; o frio das noites. Do Alentejo trouxe a memória de vistas de cortar a respiração. Trouxe as histórias que cada muralha conta. Do Alentejo trouxe uma nova paixão pela natureza. Do Alentejo trouxe a simplicidade dos momentos, a simpatia das pessoas com as quais nos cruzamos. Trouxe os cheiros agradáveis que se sentem nas aldeias e a forma como os recursos naturais são aproveitados. Do Alentejo trouxe a vontade de lá voltar; de conhecer mais.
 
Estou cada vez mais apaixonada pelo nosso país e por tudo o que ele tem para nos oferecer. E ainda há tanto por conhecer!!
 

Vou tentar trazer-vos as fotografias das viagens que fiz ao Alentejo durante esta semana. Se quiserem ir dando uma vista de olhos por algumas das imagens podem visitar o meu instagram, aqui.

quinta-feira, junho 9

: Adeus Lisboa, até já.


Juro que não entendo como é que há pessoas que aguentam ter, durante anos, dois (ou mais trabalhos) ou até mesmo horários completamente anormais. Eu só ando nestas andanças há duas semanas e estou aqui que pareço uma velha!

Mas como tenho o feriado do meu lado vou ter uma bela pausa este fim-de-semana. Vou aproveitar para regressar a Portalegre e para ver tudo aquilo que ficou para trás, culpa do temporal que se abateu sobre nós. Vão ser só três dias mas que vão saber pela vida, lá isso vão. 

Depois talvez tenha, finalmente, vontade de vos mostrar as fotos que tirei há um mês atrás. Vai tudo na mesma fornada!

Tenham um excelente fim-de-semana.

domingo, junho 5

: Angry Birds, o filme.

 
Era suposto ontem ter ido à praia. Mas com tantas nuvens e vento acabámos por arranjar outro plano para a tarde de sábado: ir ao cinema. Foi fácil escolhermos o filme, visto que gostamos os dois do jogo que originou toda esta loucura em torno dos pássaros "raivosos" e tínhamos curiosidade em ver como seria o filme.
 
Ri-me do início ao fim, talvez até mais do que as crianças. Há uma parte, sensivelmente a meio do filme, que é mais parada como quase todos os filmes têm. Ou talvez fosse mesmo eu que estava tão cansada que comecei a desligar-me...
 
Foi fácil rever o jogo no filme e todos os personagens ganharam agora uma nova vida para mim. Apaixonei-me pelo Bomb e pelo Chuck, dois "raivosos" muito engraçados. Derreti-me com os pássaros bebés. Gostei da forma como, no final, toda a ilha dos pássaros se uniu. Se tornou numa só família.

Este é, sem dúvida, um excelente filme para levarem filhos, sobrinhos, primos, irmãos. Ou então para irem só vocês, como eu fui com o David. Devíamos ser os únicos lá que não estávamos acompanhados por crianças!! São cerca de duas horas bem divertidas e com uma bela lição de amizade por trás.
 
 

sábado, junho 4

: Há um momento certo para tudo.


Nunca me senti tão cansada como agora. Trabalho mais horas do que alguma vez trabalhei e o meu corpo ainda não se habitou à carga horária. Olho para trás e percebo que afinal nunca tinha estado cansada. Cansaço só pode ser este peso por todo o corpo que nos faz dormir em pé e questionar se não fizemos algo do qual não nos lembremos. Tudo o resto foram só beliscões. 

É nestas alturas que me lembro de todas as pessoas que me perguntam "Então, para quando um filho?". Como se esta fosse uma decisão que não precisasse de ponderação. Saio de casa antes das 7h e há dias em que entro depois das 20h. Que género de vida daria a um filho com este horário? Como conseguiria estar presente nos momentos mais importantes? Seria mãe de fim-de-semana como, infelizmente, tantas mulheres são. 

Não se deixem enganar pelo meu discurso. Quero muito ser mãe. Há muitos anos. Mas não consigo dar esse passo sabendo que não poderei acompanhar um filho em coisas tão simples como ir levar e buscar à escola. Não consigo imaginar chegar tarde e ter pouco mais de uma hora com ele. Não consigo ser egoísta ao ponto de privar uma criança de tempo de qualidade com ambos os pais.

Quero muito ser mãe e não duvido que o momento certo irá aparecer. Mas nesta altura da minha vida não seria, de todo, o melhor passo. E é a única certeza que tenho para já. 

quarta-feira, junho 1

: As voltas que a vida dá.

 
Até há uns dias atrás sentia-me no fundo do poço, com problemas empilhados nos meus ombros. E, de um dia para o outro, todo um novo mundo se abriu à minha frente. Arranjei um segundo trabalho, a fazer umas horas numa creche, para ocupar o tempo morto que me fazia perder tempo a pensar no que não devia. Já trabalhei lá alguns dias e não podia estar mais contente. Já há muito tempo que não me sentia tão aconchegada no trabalho. Nem sequer imaginava as saudades que tinha daquelas mãos tão pequeninas que nos procuram durante a hora da sesta. Agora trabalho, literalmente, desde o sol nascer até ao sol pôr mas está a valer a pena. Este esforço irá abrir-me portas no futuro. E além disso não custa fazer aquilo que nos completa. Aquilo para o qual nascemos. E, agora mais do que nunca, sinto que estou no caminho certo. Os problemas começam a cair para o chão ficando para trás, resolvidos. O sol finalmente apareceu e as nuvens cinzentas deixaram de habitar o meu pequeno mundo. Agora posso aproveitar para respirar fundo e sentir-me mais leve. Agora aprendi a gerir-me ainda melhor, visto que o tempo escasseia. Os sonhos estão mais perto de se concretizarem. E só por isso vale a pena todo o cansaço que sinto.