segunda-feira, outubro 31

: Serões à luz da vela.

Imagem presente no meu instagram. A minha casinha!


E sabe tão bem sentir o aroma que fica no ar. 
Ficar enfeitiçado pela luz que parece dançar.

sábado, outubro 29

: Horas vagas.


No passado, há mais anos do que aqueles que posso contar, fui a menina das flores no cabelo, dos sonhos na ponta da língua, dos sapatos de princesa. Mas as flores foram murchando, os sonhos morreram sem ter tempo de lutar por eles, os sapatos deixaram de servir. Deixei de ser aquela menina alegre e aprendi que o mundo nem sempre é simpático. Mas que eu devo sê-lo, sempre. Porque têm que existir pessoas a quem o mundo não destrói todo o amor. Porque devem existir pessoas que encontram alegria em malmequeres e em jogos da sua infância. O passar dos anos trouxe-me a realidade da vida. Mas as horas vagas que ganhei - pela ausência das mil e uma ideias que me caraterizavam - levaram-me a perceber que a minha vida só eu posso construir. Talvez um dia compre uns novos sapatos de princesa. Ou, quem sabe, volte a sonhar com a cabeça nas nuvens. Mas, para já, vou começar por pôr uma flor no cabelo. Um apontamento de cor neste negro quadro que é o presente. Temos que começar por algum lado, não é?!

#off the records
#histórias de bolso

quinta-feira, outubro 27

: Apaixonei-me por dois livros infantis...



Descobri-os no programa do Jimmy Fallon e apaixonei-me pelas ilustrações. Mas dá para resistir a esta cara fofa de bouledogue francês?! Eu já estava cheia de vontade de arranjar os livros mal pus os olhos nas capas mas assim que percebi que a protagonista, Mabel, era uma frenchie então percebi que tenho que os ter, nem que para isso tenha que ir à América buscá-los!!!!!

Começa agora uma verdadeira odisseia para conseguir estes dois livros.

terça-feira, outubro 25

: O poder de me reinventar.


Há já alguns anos atrás, na minha primeira espécie de estágio, uma criança disse não compreender os adultos. Antes que eu pudesse responder logo uma outra se sobrepôs: e achas que eles se entendem a eles mesmos? Não é que ela, do alto dos seus cinco anos, tinha toda a razão? Ora há dias em que fazemos tudo para o lado direito. Mas depois, de repente, passamos a querer fazer tudo para o lado esquerdo. E as crianças, por muito que não acreditem, apercebem-se de tudo isso.

Já fui, por várias vezes, agarrada na teia das regras que criámos para a sala. Se na maioria dos dias lhes digo para comerem com calma - visto que não vamos apanhar o comboio - há outros em que preciso que se despachem um pouquinho mais rápido. E eles olham para mim, confusos, sem perceber o que pretendo afinal. Outro exemplo, normalmente tento que eles acabem aquilo a que se propõe: seja um trabalho, uma brincadeira ou um jogo. Mas já aconteceu eu querer passar para outra atividade e quando lhes pedi para arrumarem um puzzle eles olharem para mim e dizerem-me: Não Cláudia, tens que nos deixar acabar. E eu deixei. Porque afinal de contas eles têem razão. Criei as regras e agora, por capricho meu, acho que devem ser contornadas?! Que tipo de adulta seria se passasse essa mensagem aos mais pequenos?!

Orgulho-me, todos os dias, por ver que posso confiar neles. Que eles são responsáveis. Que gostam de cooperar comigo. Orgulho-me sempre que eles me mostram as minhas falhas, para que eu possa continuar a crescer. Sim, há dias em que nem eu própria me compreendo. Mas nesses dias normalmente os meus pequenos mostram-me o caminho...

sábado, outubro 22

: Mais do que pele de galinha...


Os Pentatonix conseguem fazer mais do que me arrepiar sempre que cantam. Conseguem mexer com os meus sentimentos. Pegam em músicas que eu já amava e dão-lhes uma nova vida, uma nova profundidade. Ver estes vídeos e saber que já estive perto deles é surreal. Saber que eles ao vivo cantam exatamente assim é ter a certeza que o seu percurso na música só pode continuar a crescer.

Lançaram agora o seu novo álbum de Natal recheado de boas covers e eu tenho para mim que a época de músicas natalícias aqui em casa vai começar já hoje!

quinta-feira, outubro 20

: Aquele que nunca desilude...

... Chase Holdelfer!

Este cantor faz covers super diferentes de músicas bem famosas. E se ao início ficamos com um ar de dúvida depressa se dissipam. Pelo menos a mim conseguiu conquistar só com uma música e desde aí sou fã! 




terça-feira, outubro 18

: Cresço com eles; Para eles.


Lembro-me que quando era estagiária pensava demasiado nas coisas. Tentava arranjar uma justificação sustentada para tudo. Lia mil textos e tinha que ter tudo controlado. Até ao dia em que a minha orientadora me disse "Cláudia, abranda. Deixa-os ser crianças e faz menos atividades". Eu estava tão preocupada em mostrar trabalho que, sem me aperceber, os estava a condicionar negativamente. A inexperiência de alguém que ainda temia cada novo dia.

Agora?! Agora deixo o dia fluir. Agora não me preocupo em justificar teoricamente cada palavra, passo ou decisão. Deixo-me ser eu e deixo-os ser eles. Se antes eu iria para casa a pensar em tudo o que poderia fazer para inovar, agora deixo que os dias se construam a si próprios. É óbvio que planeio determinadas coisas - não sou assim tão desleixada - mas acabei por encaminhá-los para outros locais da sala (como a biblioteca ou os jogos) sem ser preciso escrever uma tese sobre isso. Sem ser preciso perder dias a pensar sobre o porquê de eles só quererem estar na área da casa ou na da garagem. Lembrei-me simplesmente, um dia da semana passada, de lhes dizer para se sentarem a ver uns livros. Desde aí a biblioteca tornou-se o sítio preferido de alguns deles. Desde aí que os jogos os têm desafiado e me têm mostrado quais são as suas fragilidades a serem trabalhadas.

Sim, as crianças precisam ser direccionadas. Sim, é minha função encaminhá-las por determinados caminhos. Mas aprendi, com a minha ainda pouca experiência, que com calma e tempo tudo se alcança. Estou com este grupo desde Maio e já noto diferenças exponenciais em todos eles. E é aí que sinto que o meu trabalho está a ser feito. Quando chegam de manhã e me sorriem. Quando me vêm dar um abraço. Quando me procuram porque precisam de algo ou quando me querem simplesmente mostrar algo. Quando transmitem aos outros adultos ou a outras crianças as regras da sala. É aí que eu sei que fiz bem em tomar esta decisão para nós: esta da sala ser um mundo aberto. Todos os dias descobrimos algo novo, juntos.

domingo, outubro 16

: Filmes Giros | Volta à terra


Não é segredo para ninguém que eu tenho uma paixão desmedida pelo Norte de Portugal. Não pelas grandes cidades, desenganem-se. Sou uma verdadeira apaixonada pelas aldeias, pelo silêncio, pelo sotaque típico, pela força das gentes das terra. Quando, há cerca de uma semana, o David me disse que eu tinha que ver este filme fiquei desconfiada. Mas ele não podia ter acertado mais. É um documentário que mostra a vida dos habitantes de Uz, uma pequena aldeia que fica entre o Minho e Trás-Os-Montes. Mostra os seus costumes e mostra-os, para minha grande felicidade, sem preconceitos ou pudores. Parece-nos estar lá com eles, nos seus afazeres. Transportou-me para as minhas maravilhosas experiências em aldeias de Viseu.

Ri mais do que muito, com a genuidade das pessoas. Especialmente do "personagem" principal: Daniel. Bateram-me as saudades de Adenodeiro, aldeia que adotei como o melhor lugar do mundo. Ficou a vontade de visitar Uz, de conhecer aquelas pessoas em carne e osso. De conhecer a Laranja, a melhor vaca de todo o mundo! 

É um filme que recomendo a quem gosta do nosso Portugal, que gosta de ver as pessoas como elas são, que se orgulha naquilo que o nosso país tem de melhor. É um filme que passa a correr e que vos vai deixar com um sorriso no rosto, acreditem!

sábado, outubro 15

: O tempo que não existiu.


Hoje o vento fez-me lembrar o dia em que te conheci. Fez-me lembrar aquela luta inglória que eu travava para apanhar os papéis que me tinham voado da mão. Parecia uma tola a correr de um lado para o outro. Até que apareceste tu e sem nada ser preciso dizeres te tornaste cavaleiro andante, salvador não da pátria mas do pouco orgulho que ainda me restava. Recolheste as folhas que pareciam estar a deleitar-se com a minha corrida e vieste ter comigo, com um passo certo e decidido. Lembro-me que corei, envergonhada com as figuras que poderias ter visto. Sorriste-me, de forma amigável e eu fiquei sem palavras. Talvez nunca vás saber mas não estou habituada a ter alguém a estender-me uma mão amiga. Sempre dependi apenas de mim, acreditando que esperar algo de terceiros é meio caminho andado para nunca chegarmos a lugar algum. E agora vejo que talvez estivesse errada. Talvez não faça mal confiar um pouco em sorrisos de estranhos, em ajudas sem segundas intenções. Mas agora é tarde... Deixei-te ir sem trocarmos palavras, nomes. Deixei-te ir no vento e nem fiz o mínimo esforço para te apanhar. Espero que o vento te traga até mim, novamente. Estou à espera no tempo que não passou. No tempo que ainda não vivemos.

#histórias de bolso
#off the records

quinta-feira, outubro 13

: [ A rapariga no comboio ] de Paula Hawkins


Este foi, provavelmente, o livro mais falado de 2015. E será, provavelmente, um dos filmes mais falados de 2016. Apesar do trailer já me ter deixado bastante desapontada principalmente pelas caraterísticas físicas da protagonista, completamente diferentes das descritas no livro!!

Comecei o livro ignorando todas as opiniões que por aí já estavam espalhadas. E fui surpreendida. Na maioria do tempo pela positiva. Mas tenho que confessar que a protagonista não me cativou por completo. Senti-a muito dependente de terceiros e só depois do meio do livro é que comecei a sentir-lhe a força e a força de viver. Só aí comecei a sentir mais empatia por ela. Quem sabe não tenha sido essa a intenção da autora...

É um livro que nos leva por diversos caminhos e que não nos dá de imediato as respostas. Ficamos presos às páginas e queremos sempre descobrir o que vem a seguir. Está tão bem descrito que parece estarmos dentro do comboio a olhar para as casas ou a vaguear pelas ruas. É um livro que nos aperta o coraçã, que nos faz temer qualquer pessoa com a qual nos possamos cruzar, que nos deixa pensativos. Foi um livro que me levou ao passado, a uma relação falhada, fazendo-me ter mais do que certezas do quão bem estou hoje. 

Já é habitual os livros terem um grande impacto em mim mas quando terminei este livro senti necessidade de ficar deitada a olhar para o tecto para depois me refugiar no abraço do David, procurando proteção. Estranho?! Talvez. Mas provavelmente quem leu este livro teve uma sensação semelhante.

Deixo-vos, de seguida, alguns dos excertos que mais gostei:

"Um sol magnífico, o céu azul, mas ninguém com quem os partilhar, nada que fazer. É mais díficil viver assim no verão, da maneira como eu tenho vivido, quando os dias são tão longos, há tanta luz, tão pouca ajuda da noite, com toda a gente na rua a ser tão obviamente e tão agressivamente feliz. É esgotante, e faz-nos sentir ainda pior, por não nos podermos juntar à festa. Tenho todo o fim de semana pela frente, 48 horas vazias para matar. Levo a lata uma vez mais à boca, mas não sobra uma única gota." (pág. 13)

"Perdi o controlo sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça." (pág. 18)

terça-feira, outubro 11

: Fiquei toda arrepiada!


Há pessoas com um talento enorme!

domingo, outubro 9

: Sou orgulhosamente mulher.


Nós, mulheres, somos seres estranhos. Passamos praticamente a vida toda a dizermos que não precisamos de homens para nada mas, lá no fundo, se passamos um dia sem atenção do homem que amamos é como se o mundo ruísse debaixo dos nossos pés. Somos, no entanto, demasiado orgulhosas para demonstrá-lo. Choramos em silêncio e mascaramos a dor com o mau humor que tão bem nos caracteriza. E eles, coitados, acham que vivemos num ciclo sem fim de TPM. Se for preciso afastam-se ainda mais com medo de levarem com os estilhaços da bomba. Somos nós, portanto, que mesmo sem nos apercebermos viciamos o ciclo de silêncio e mau feitio. Somos nós com as nossas mensagens subliminares que queremos que eles desvendem sem terem qualquer pista. 

Contra mim falo, aqui me assumo. Sou a rainha dos mal entendidos e dos silêncios demorados. Sou a rainha do mau feitio e dos olhares matadores. E por muito que tente não consigo mudar. Vou sempre ficar desiludida com ele se não entender os meus olhares. Vou sempre ficar chateada se ele me deixar na mão naquele dia, mesmo que não lhe tenha dito que algo se passa. Vou sempre querer que ele me entenda melhor que ninguém. Mesmo que saiba que talvez ele nunca consiga ler-me. Porque os homens são mesmo assim: despistados. Tal como nós, mulheres, somos orgulhosas. E, lá bem no fundo, não vivemos uns sem os outros. 

sexta-feira, outubro 7

: E eu que nem gosto de confusões...


Quando se começa a procurar uma casa para comprar (ou alugar) devia accionar-se um alerta qualquer no telemóvel caso existisse má vizinhança. Só moro aqui há dez meses e já tive que aturar coisas que não lembram a ninguém! O que me vale é que gosto mesmo desta casa senão já tinha emigrado para outro sítio qualquer! 

Há com cada maluco...

quarta-feira, outubro 5

: Enfrentar desafios!


Na passada segunda-feira tive, finalmente, a minha primeira reunião de pais enquanto educadora. Já tinha tido uma pequena experiência enquanto estagiária mas, nessa altura, tinha a educadora cooperante a dar-me apoio. Esta reunião já era para ter sido feita a meio de Setembro mas a minha sala - construída apenas este ano - só se tornou operacional no fim-de-semana. Daí este início tardio do ano letivo.

Tenho que confessar que não estava propriamente nervosa, visto que todos os pais me conhecem desde Maio, altura em que comecei lá a trabalhar. Mas há sempre aquele remoer no estômago por não sabermos o que vamos ter que "enfrentar". Posso dizer-vos que não é o bicho papão que cheguei a imaginar. Muito pelo contrário, os pais é que me rogaram pragas por lhes ter pedido para desenharem os filhos - um dia tenho que pôr aqui os resultados!! Falei-lhes sobre a forma como pretendo trabalhar com o grupo de crianças e deixei-os à vontade para me procurarem sempre que precisassem, mesmo que fosse para fazerem uma crítica. A verdade é que as crianças passam ali imenso tempo mas na realidade não somos só nós - educadores e auxiliares - que compomos a sua vida. Daí ser mais do que importante uma boa relação escola/família. Foi isso que fiz questão de passar aos pais. Sinto que esta reunião foi o início de um bom ano.

Que venham daí todos os novos desafios!

domingo, outubro 2

: Difícil é resistir-lhes!


Estive hoje com bouledogues franceses de poucas semanas ao colo e fiquei com todas as certezas do mundo que, daqui a uns meses, irei querer um a correr aqui por casa. São uns pandinhas muito fofos.